Quando Michael Mann junta Christian Bale e Johnny Depp é expectável que o resultado final seja um grande filme mas, na minha modesta opinião, este não é o caso. A narrativa ocorre antes da formação do FBI, com um desesperado J Edgar Hoover a tentar anular a onda de crimes que assola os Estados Unidos. Prostituição, apostas ilegais e lavagem de dinheiro são alguns dos temas constantes, mas a grande storyline é sem dúvida o jogo de gato e rato entre John Dillinger e Melvin Purvis. Os clichés são uma constante, dado que Johnny Depp interpreta um anti-herói, muito ao estilo de Robin Hood, que tenta ser feliz com a mulher dos seus sonhos, ao mesmo tempo que ilude as autoridades. Pelo meio, debate-se com a mudança da mentalidade criminosa e a necessidade de abandonar uma vida de crime, marcada pela morte de todos quanto o rodeiam.
Parece-me claro que existem algumas ideias dos “Intocáveis” de Brian de Palma que são trazidos para a tela, nomeadamente o conceito de pensar como um criminoso para poder apanhá-lo. Não estamos perante um filme de acção, mas considero que merece a pena ser visto. Fico apenas desiludido com o facto de não ter sido aproveitado todo o potencial dos actores e da própria narrativa. Mas sabe sempre bem ver um filme de gangsters!

E agora que venha UP, da Pixar.

