Pequim não foi uma escolha consensual a nível político e social, mas a verdade é que em termos de organização nada pára este povo. Espero sobretudo que toda a projecção que resultou do evento ajude a criar uma sociedade menos rígida e repressiva, com particular respeito pelos direitos humanos. Os Jogos correram bem, com muito recordes a serem batidos, com doping e algumas marcas históricas à mistura.
Usain Bolt e Michael Phelps representam a essência dos Jogos Olímpicos, com especial destaque também para a vitória da China no total de medalhas. Quanto ao nosso país, penso que teve uma representação digna, com 2 medalhas e 70 atletas qualificados. Tal performance parece-me brilhante, sobretudo se tivermos em conta as condições de treino que temos disponíveis. Não deixa de ser preocupante o facto de não termos conseguido a qualificação em modalidades colectivas, onde o investimento é claramente superior.
É urgente repensar todo o desporto em Portugal, a começar pelas escolas. Num país de 10 milhões torna-se complicado ser atleta de alta competição, sobretudo se pensarmos que apenas o futebol gera milhões. Toda a estrutura gira em torno do desporto rei, onde a realidade é cruel: Portugal está no top 10 há alguns anos mas é incapaz de ser vencedor em competições internacionais. Como sou um optimista por Natureza, espero que em 2012 possamos fazer ainda melhor e que o número de atletas qualificados seja o dobro! Viva Portugal
Bem, por volta das 19h45 começa o Euro 2008. Já vislumbro bandeiras e espírito tuga por todo o lado. Curioso o facto de ser o futebol o catalisador de tal reacção de orgulho e vontade de ganhar. Da minha parte estarei a sofrer e de cachecol na mão… espero sobretudo atitude, quanto a resultados sonho com o título, embora consciente da realidade!
Começo este post por explicar que sou benfiquista, mas acima de tudo um amante do futebol. É com profunda tristeza que constato a descida de divisão do Boavista, dado que se trata de uma instituição com muitos anos e que me merece todo o respeito. Mas penso ter sido uma decisão inevitável, tais eram as provas recolhidas. Não sou jurista nem tenho conhecimento dos estatutos e regras que gerem o futebol português, mas considero de um injustiça tremenda FCP e Leiria não terem a mesma punição, por omissões ou incongruências na lei desportiva. O importante neste caso não são os clubes ou os nomes dos prevaricadores mas o acto em si. Penso que o futebol português tem rapidamente de se credibilizar, com a pena de cair num fosso ainda maior e que a médio prazo levará à perda total de competividade dos nossos clubes e selecção. Existem demasiados casos por resolver e acima de tudo um espectro de corrupção, que em nada ajuda a desenvolver o negócio que representa hoje a Superliga.
Está na altura de redefinir regras, de criar condições para que os clubes possam evoluir financeiramente, mas acima de tudo de fazer regressar os adeptos ao espectáculo que deveria ser o futebol. Confesso que estou céptico, porque este processo do Apito Dourado pouco ou nada trouxe de novo: os “responsáveis” são retirados de cena, mas continuam a mexer os cordelinhos e muito provavelmente tudo permanecerá igual. Vamos de uma vez por todas acabar com os salários em atraso, com os orçamentos megalómanos e devolver o desporto a quem merece. Que este processo sirva de reset para uma Liga Portuguesa mais competitiva, mais justa e sobretudo com mais fair play.
Quanto aos clubes envolvidos, que haja a percepção de distinguir os dirigentes e as instituições. A Superliga precisa de um FCP, Boavista e Leiria fortes, porque apenas desta forma vamos poder sair da 2ª linha do fuebol europeu. Que se inicie um novo ciclo, são os meus votos.
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