26
12
2004
A minha profissão obriga-me a “passar” o Natal ou a passagem de ano a trabalhar. Normalmente opto por ter o fim de ano livre para festejar com amigos e recarregar baterias. Esta rentrée não fugiu à regra: por volta da meia noite e meia a família juntou-se e iniciaram-se as hostilidades.
Em primeiro lugar, tenho de agradecer as fantásticas prendas que me deram. Houve de tudo um pouco: estátuas egípcias, dvds, telescópio, espadas e até jogos de tabuleiro. Foi realmente muito bom, por momentos voltei a ter 10 anos. Claro que também retribuí o gesto e espero sinceramente que a reacção tenha sido a mesma.
Um pensamento para o significado da Quadra em si: penso que se está a tornar num festival de consumismo exacerbado. As pessoas atropelam-se, andam resmungonas e “falidas” durante esta época. Não deixa de ser estranho porque passamos 12 meses a preparar-nos para o dia 25 e depois em 30,40 minutos o “mito” acabou. Já se planeia o ano seguinte e lá estamos nós a poupar.
As financeiras e os bancos devem adorar esta época (já para não falar das operadoras móveis e o comércio das grandes superfícies) pois cada vez mais nos andamos a enterrar em dívidas. Confesso que adoro receber e dar prendas mas o Natal deveria ser uma época de família e muitas vezes são mais os conflitos que outra coisa. Enquanto houver dinheiro para festejar é bom sinal.
Mas não deixa de ser preocupante o facto de ano após ano o nosso poder de compra diminuir a olhos vistos… mas essa é outra questão… acima tudo quero desejar um FELIZ NATAL PARA TODOS
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Categoria : Reflexões
19
12
2004
Três anos depois do assalto ao casino de Las Vegas, os nossos “heróis” são obrigados a devolver os 160 milhões roubados com juros a Terry Benedict (Andy Garcia). Um a um vão sendo “encontrados” e forçados a unir esforços para mais um grande roubo. Pelo meio temos histórias paralelas com uma ex-paixão de Rusty Ryan (Brad Pitt), uma referência a Portugal, a um ladrão famoso e uma aposta. A acção decorre na Europa (Itália e Holanda sobretudo). Este filme junta alguns consagradados: Julia Roberts, George Clooney, Brad Pitt e Catherine Zeta Jones, entre outros. Francamente achei-o inferior a Ocean´s Eleven mas é uma sequela e como já disse por várias vezes isso não é muito bom! Vale essencialmente pela banda sonora e pela fotografia que está realmente muito boa. O enredo é “forçado” mas não foi mal trabalhado, embora esperasse mais. Quem é fã do primeiro filme deve aproveitar a oportunidade, mas penso que será melhor alugar o filme no vídeo clube mais próximo.
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Categoria : Cinema
11
12
2004
Mais uma vez fui atraído pelo elenco (Harvey Keitel, Nicholas Cage e Jon Voight). Quanto à trama parecia igualmente interessante: Cage é Benjamin Franklin Gates, um estudioso da história americana e membro de uma família que durante gerações se tem dedicado à busca de um tesouro incalculável. O filme faz muitas referências à maçonaria e a períodos históricos dos EUA (independência) tendo sempre como pano de fundo a luta contra o mal. Nicholas Cage vê-se obrigado a roubar o documento da Declaração da Independência para poder ter acesso à pista seguinte do tesouro. A ele juntam-se um informático, uma responsável do governo e o seu pai. Este filme tem cerca de duas horas e vê-se bem. A história tem alguma credibilidade e as interpretações não são más (tinham actores para melhor). Contudo é um filme demasiado patriótico (porque raio é que o maior tesouro da Humanidade tem que estar nos EUA?) e que a partir de certo ponto se torna “irritante”. Tem um final interessante (cheira-me a sequela) mas esperava mais deste tesouro. Tem no entanto uma grande virtude: não caíu no erro de imitar Indiana Jones.

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Categoria : Cinema
7
12
2004
O elenco só por si chama a atenção: Colin Farrell, Angelina Jolie, Val Kiler e Sir Anthony Hopkins. Mas o grande chamariz é sem dúvida o personagem. Como gosto imenso de História Antiga não foi difícil ser “persuadido” a ir ver este filme. O realizador também é um peso-pesado o que tornava sem qualquer margem para dúvidas o filme extremamente apetecível. Um dos meus receios era ir ver um filme de batalhas (como Tróia por exemplo) onde os efeitos especiais fossem levar vantagem sobre o conteúdo. Nada mais errado: Oliver Stone soube explorar muito bem a personagem de Alexandre contando a sua história e evolução desde miúdo. Desde as aulas de Aristóteles, passando pelas conversas com o seu pai ou mesmo o domar do seu cavalo de estimação, tudo está interligado e excepcionalmente bem narrado. Não fiquem desiludidos pois as sequências de batalha estão muito boas (a da Índia é brutal). Apesar de não ser um estudioso da matéria, penso que a maioria da informação “histórica” está correcta. Destaco a representação de Val Kilmer (boa) e de Colin Farrell (estou a ficar fã). Uma última nota: o filme tem cerca de 180 minutos mas, todos eles valem a pena garanto!

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Categoria : Cinema