{"id":14859,"date":"2018-04-24T10:00:14","date_gmt":"2018-04-24T09:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/hugocardoso.com\/blog\/?p=14859"},"modified":"2018-04-22T18:24:43","modified_gmt":"2018-04-22T17:24:43","slug":"ready-player-one-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hugocardoso.com\/blog\/archives\/14859","title":{"rendered":"Ready Player One"},"content":{"rendered":"<p>Sou um <a href=\"https:\/\/hugocardoso.com\/blog\/archives\/10702\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">f\u00e3 incondicional da obra<\/a> de Ernest Cline, pelo que aguardava ansiosamente pela adapta\u00e7\u00e3o de Steven\u00a0Spielberg. Recebi os trailers com entusiasmo, dado que retrataram de forma competente o universo virtual. Mas poderia o filme sobreviver apenas dessa forma? Eis a minha opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Para quem conhece o livro, saliento apenas que se trata de uma adapta\u00e7\u00e3o, pelo que existem v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es face ao material original. Para os que desconhecem, precisam essencialmente de ter no\u00e7\u00e3o que a narrativa decorre em 2045 e acompanha as aventuras de um grupo de jovens, que procura encontrar um Easter Egg escondido no mundo virtual do Oasis. A recompensa pela vit\u00f3ria \u00e9 o controlo total da plataforma e da fortuna pessoal do seu criador.<\/p>\n<p>James Halliday, era um apreciador de cultura pop dos anos 70, 80 e 90, pelo que \u00e9 fundamental conhecer os seus gostos e prefer\u00eancias de forma a interpretar as pistas. Existem tr\u00eas chaves que os jogadores devem obter para alcan\u00e7ar o m\u00edtico pr\u00e9mio final.<\/p>\n<p>A personagem principal, Wade, conhecido por Parzival no mundo virtual, vive numa zona pobre, designada por Stacks (\u00e1rea com resid\u00eancias empilhadas na vertical) e ganha notoriedade quando \u00e9 o primeiro jogador a obter a Copper Key. \u00c9 nessa altura que a IOI, uma corpora\u00e7\u00e3o que pretende obter o controlo total do Oasis, faz uma proposta de trabalho ao nosso &#8220;her\u00f3i&#8221;. A recusa em entregar o trabalho de Halliday para fins lucrativos faz com que Wade se converta num alvo a abater, quer a n\u00edvel digital como real.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma tentativa falhada de assassinato, Wade conhece Art3mis no mundo real e iniciam com Sho, Daito e Aech uma demanda para derrotar Sorrento, o l\u00edder da IOI. Em termos de narrativa, fico por aqui, at\u00e9 para evitar spoilers. Esta vis\u00e3o de Spielberg \u00e9 competente, faz alus\u00e3o a v\u00e1rios pontos importantes de cultura pop, numa perspectiva mais moderna mas fica aqu\u00e9m do livro, que considero ser francamente superior.<\/p>\n<p>Gostaria que tivesse sido investido mais tempo no mundo real, dado que existiam pontos interessantes para revelar acerca dos High Five. No que diz respeito aos vil\u00f5es, gostei bastante de I-R0k e F\u00b4Nale mas fiquei algo desiludido com Sorento.<\/p>\n<p>O outro ponto negativo \u00e9 a escassa narrativa em termos de mundo real, resultado do caminho que foi seguido nesta adapta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma necessidade extrema de recorrer ao Oasis para demonstrar a tecnologia dispon\u00edvel mas o filme falha precisamente na premissa que tenta transmitir: dar \u00eanfase ao tempo que passamos a viver a realidade.<\/p>\n<p>Na capa da c\u00f3pia do livro que possuo \u00e9 feita uma afirma\u00e7\u00e3o interessante &#8220;Willy Wonka meets the Matrix&#8221;. Ao sair ontem da sala diria que a vis\u00e3o de Spielberg foi claramente assente na l\u00f3gica de The Matrix ou mesmo Tron, falhando no resto.<\/p>\n<p>Considero no entanto que estamos perante um bom filme, mas que tinha potencial para muito mais. E quanto a voc\u00eas, estimados visitantes\/leitores? T\u00eam algo a partilhar?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou um f\u00e3 incondicional da obra de Ernest Cline, pelo que aguardava ansiosamente pela adapta\u00e7\u00e3o de Steven\u00a0Spielberg. 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