{"id":8267,"date":"2014-12-15T11:00:33","date_gmt":"2014-12-15T11:00:33","guid":{"rendered":"http:\/\/hugocardoso.com\/blog\/?p=8267"},"modified":"2025-10-20T17:52:50","modified_gmt":"2025-10-20T16:52:50","slug":"primeval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hugocardoso.com\/blog\/archives\/8267","title":{"rendered":"Primeval"},"content":{"rendered":"<p>Sou um f\u00e3 das s\u00e9ries brit\u00e2nicas, sobretudo as que est\u00e3o direccionadas para a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, pelo que <a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0808096\" target=\"_blank\">Primeval <\/a>me pareceu uma escolha interessante. A premissa \u00e9 simples e envolve o aparecimento de anomalias, que est\u00e3o ligadas ao Passado, o que leva \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma equipa liderada por Nick Cutter, que tem como miss\u00e3o explorar e identificar a causa do fen\u00f3meno. No fundo, as anomalias s\u00e3o portais temporais para tempos antigos, ou pelo menos assim o julgamos nas primeiras duas temporadas. A vil\u00e3 \u00e9 Helen Cutter, a ex-mulher de Nick, que se julgava morta h\u00e1 v\u00e1rios anos mas que se torna uma esp\u00e9cie de fundamentalista, disposta a tudo para acabar com a ra\u00e7a humana.<\/p>\n<p>Se na primeira parte da temporada inicial os epis\u00f3dios s\u00e3o muito ao estilo monster of the week a segunda traz-nos o enredo e algumas altera\u00e7\u00f5es muito interessantes em termos de direc\u00e7\u00e3o. Come\u00e7amos a ser confrontados com altera\u00e7\u00f5es no futuro, viagens no tempo e conspira\u00e7\u00f5es aos mais diversos n\u00edveis. Confesso que gostei bastante das duas primeiras temporadas mas Primeval padece de um mal que no meu entender condena a s\u00e9rie ao insucesso: as constantes mudan\u00e7as no elenco. <strong>E esta \u00e9 altura em que fa\u00e7o o habitual aviso acerca dos spoilers.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o faz qualquer sentido a morte de Stephen Hart e muito menos a de Nick Cutter, que eram claramente o n\u00facleo duro da equipa. As temporadas seguintes mant\u00eam Abby e Connor Temple mas nunca conseguem atingir os n\u00edveis de qualidade do in\u00edcio, o que \u00e9 curioso tendo em conta que o or\u00e7amento \u00e9 muito superior nas temporadas 3 a 5. Danny Quinn \u00e9 uma adi\u00e7\u00e3o interessante \u00e0 equipa, sobretudo pela sua conduta pouco convencional e pelo meio, temos mais um desaparecimento (Sarah Page), desta vez sem que tenhamos sequer uma explica\u00e7\u00e3o. Pelo que consegui pesquisar, a s\u00e9rie teve sempre muita dificuldade em ser renovada, o que afastou alguns actores do projecto e condiciona a qualidade do produto final.<\/p>\n<p>Houve uma \u00faltima tentativa com a introdu\u00e7\u00e3o de Alexander Siddig (Dr. Bashir de DS9) e reconhe\u00e7o que a s\u00e9rie evoluiu mas sem nunca deslumbrar. A temporada 5 tem apenas 6 epis\u00f3dios e termina totalmente em aberto, sendo pouco prov\u00e1vel que exista continuidade, sobretudo se pensarmos que j\u00e1 passaram tr\u00eas anos. Em suma, Primeval poderia ter sido marcante, at\u00e9 porque combina v\u00e1rios conceitos de outras s\u00e9ries mas a constante mudan\u00e7a de actores e a dificuldade em renovar as temporadas leva a que seja uma s\u00e9rie interessante mas que n\u00e3o posso recomendar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou um f\u00e3 das s\u00e9ries brit\u00e2nicas, sobretudo as que est\u00e3o direccionadas para a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, pelo que Primeval me pareceu uma escolha interessante. 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