Running Man

Trinta e oito anos após o lançamento do original, temos o reboot de um filme inspirado num dos livros de Stephen King. No que diz respeito à narrativa, existem diversas alterações face ao original, embora a premissa principal se mantenha inalterada.

Os EUA são controlados por uma empresa de media que adultera a realidade e a percepção dos espectadores no sentido de aumentar as audiências. A maior parte dos habitantes vive em pobreza extrema, sem acesso a sistemas de saúde, encontrando um escape nestes reality shows, que visam manter o controlo sobre a população.

Ben Richards está numa posição complicada, em virtude das suas convicções, que o tornaram numa persona non grata, o que o impossibilita de arranjar trabalho. Numa medida de último recurso, acaba por concorrer para um destes programas, sendo selecionado para o mais agressivo de todos, The Running Man, em que o prémio são mil milhões de New Dollars (Easter Egg: as notas têm a cara de Arnold Schwarzenegger).

Este reality show é claramente condicionado e manipulado, permitindo que qualquer cidadão possa denunciar os três concorrentes. Para incentivar esta caça ao homem, são disponibilizados prémios monetários para os telespectadores, o que eleva o grau de dificuldade.

O segundo acto vai acompanhar o destino dos três concorrentes, dando contexto para uma série de personagens secundárias, que serão importantes para a progressão de Ben. Contem com muitas cenas de acção, que aliada a uma narrativa distinta do original, nos consegue cativar e manter interessados no desfecho final.

Evan McCone é o líder dos Caçadores e consegue ser um antagonista muito interessante, mas parece-me justo destacar Dan Killian e Elton Parrakis, que são, na minha opinião, as personagens que se destacam neste filme. Quero igualmente deixar uma nota de rodapé para o excelente elenco (Glen Powell, Josh Brolin, Colman Domingo, Lee Pace, Michael Cera, Emilia Jones, Katy O´Brian e William H Macy)

No global, diria que esta versão foi uma experiência agradável, embora tenha mais 15 a 20 minutos do que consideraria necessário. Curiosamente, ambos os filmes falharam de forma épica em termos de resultados de bilheteira, mas redimiram-se com boas vendas a nível de clubes de vídeo (1987) e nos serviços de streaming (2025).

Mediano
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