Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

RIP, Muttley

Em 2014 tomámos uma das melhores decisões da nossa vida, ao adoptar um podengo. Após uma (longa) viagem à APA e, no meio de tanto animal carente, houve um que captou a nossa atenção.

O seu ar tímido, aliado a um visual que incluía um lenço no pescoço, teve um efeito arrebatador, levando a uma interação directa, que se revelou decisiva. A viagem de regresso foi serena, embora fosse evidente o seu cansaço. Recordo-me de lhe termos dado leite assim que chegámos a casa e, no decorrer das semanas seguintes, suspeitámos que pudesse ser mudo.

Na realidade, tratava-se de uma “simples” reação ao abandono e uma adaptação ao seu novo lar, que se converteria na sua casa durante doze anos e três meses. Fomos regularmente ao veterinário, garantimos as vacinas e, no espaço de alguns meses, o seu comportamento alterou radicalmente. Pudemos finalmente conhecer o “verdadeiro” Muttley, um cão brincalhão, cheio de energia e com muito amor para dar.

Lentamente, fomos ganhando a sua confiança e, com o tempo, converteu-se no meu melhor amigo e num membro da nossa família. Toda a rotina era definida em redor das suas necessidades e era uma alegria passear com ele e realizar as tarefas mais simples.

Ao longo da minha vida tive várias animais de estimação mas nunca estabeleci uma ligação tão profunda quanto esta. Talvez o facto de termos vivido num cenário de pandemia, aliado a um linfoma que lhe foi diagnosticado durante esse período, tenha reforçado este elo. Mas a realidade é que ultrapassámos todos esses desafios e conseguimos mais de doze anos na companhia do cão mais incrível que alguma vez conheci.

Os últimos meses foram complicados, dado que nunca estamos preparados para a despedida. Mas sou bastante grato pelo facto de termos tido tempo para fazer e dizer tudo o que era imprescindível. As derradeiras horas no hospital foram dolorosas mas ao mesmo tempo simbólicas, dado que ele partiu exactamente como o conhecemos: a abanar a sua cauda e a irradiar amor, mesmo quando o seu corpo já não o permitia ter o comportamento habitual.

Faz hoje um mês que partiste, meu amigo e as memórias que criámos vão acompanhar-me para o resto da vida. Apesar de termos sido nós a adoptar-te, tenho a convicção que fomos os grandes beneficiados, dado que aprendemos uma lição de vida, com a tua lealdade, coragem e resiliência.

Sei que o tempo ajuda a sarar, mas perdoa-me pelo facto de ainda não conseguir conter as lágrimas quando penso em ti. Acredito que, no futuro, vão ser substituídas por um sorriso, que tão bem representam a tua essência. Descansa em paz e que um dia nos possamos reencontrar! E de forma simbólica, no dia em que faz um mês que nos deixaste… temos um eclipse.

A minha nota final vai no sentido de adoptarem um animal. Associações como a APA são uma forma de o fazerem em segurança e garanto que mudará a vossa vida. No entanto, fica o alerta, decidam com ponderação e jamais façam o animal passar por uma nova experiência de abandono. Sejam felizes!

Echoes of the Jedi

Após o sucesso de Shards of the Past, temos finalmente o segundo episódio da saga. Para quem desconhece este projecto, recomendo que sigam o canal do Star Wars Theory, que é verdadeiramente incrível, sobretudo para os fãs da franquia.

Este universo não oficial explora uma realidade em que Mace Windu sobreviveu aos eventos do Episódio I, dando início a uma batalha épica contra o poderoso Darth Vader. O Império Galáctico subiu ao poder há cerca de oito meses e os Jedi tentam lutar contra o regime, numa tentativa de localizar e salvar os sobreviventes da Ordem.

Estamos perante um projecto que vive de donativos, pelo que é bastante provável que tenhamos de aguardar algum tempo pelo terceiro e derradeiro episódio desta saga. Mas até lá… aproveitem este vídeo incrível.

Jujutsu Kaisen

Gege Akutami é o criador deste universo, que se converteu numa das referências da manga dos últimos anos. Ao longo desta aventura, vamos acompanhar uma organização secreta, em que os feiticeiros Jujutsu protegem a Humanidade de maldições e demónios.

A lógica é simples: todos os seres vivos possuem energia amaldiçoada, que é criada por emoções negativas. Ao libertarem essa energia descontroladamente, abrem a porta para maldições (Noroi), que conseguem aceder ao nosso mundo e gerar o caos.

Começamos por acompanhar Yuji Itadori, um jovem estudante que se vê envolvido num confronto com uma maldição. De forma a proteger Megumi Fushiguro, Yuji engole um dedo amaldiçoado, que contém uma parte dum poderoso feiticeiro, Ryomen Sukuna. A invulgar resiliência de Itadori não passa despercebido a Satoru Gojo, o mais poderoso feiticeiro Jujutsu da actualidade, que decide treinar o jovem para que possa consumir os 20 dedos de Sukuna e conter a maldição. No entanto, esta solução implica a morte de Itadori, algo que se revela importante para o desenrolar desta aventura.

Jujutsu Kaisen está repleto de personagens interessantes, das quais destaco Nobara Kugisaki, Panda, Yuta Okkotsu, Kento Nanami e Choso. No entanto, a narrativa é sustentada por Satoru Gojo, Ryomen Sukuna, Toji Fushiguro e Suguru Geto.

Como sabem, não gosto de partilhar detalhes que estraguem a experiência de leitura ou mesmo do anime, que já se encontra disponível no Crunchyroll, por exemplo. A manga é extremamente dinâmica, como painéis repletos de acção, embora estejamos constantemente a receber informação adicional que explica o funcionamento de determinados feitiços e poderes.

Esta manga tem 31 capítulos, que de forma curiosa, estão numerados de 0 a 30. É uma leitura que recomendo, mas sugiro que entrem com expectativas moderadas, dado que, na minha opinião, não alcança o nível épico que tantos fãs defendem.

Dito isto, gostaria de obter algum feedback da vossa parte. Já tiveram a oportunidade de ler a obra de Gege Akutami? Qual é a vossa opinião?