The Great Flood

Gu An-na é uma engenheira de software que se dedica ao desenvolvimento de inteligência artificial. O seu marido faleceu recentemente num acidente de viação, o que a leva a focar-se no seu trabalho e em Shin Ja-in, o seu filho de seis anos.

O primeiro acto introduz um mundo à beira do colapso, em que a população vive em complexos de apartamentos bastante altos, de forma a evitar as inundações que fustigam a área. Lentamente, vamos obtendo pequenos detalhes, que nos permitem formar o puzzle e compreender exactamente a situação.

Sem revelar pormenores, adianto que An-na vai ter de lutar pela sobrevivência, dado que o prédio vai ser violentamente afectado por uma onda. O Darwin Center envia Son Hee-jo para a resgatar, dado que o seu trabalho é fundamental para garantir a sobrevivência da raça humana, por motivos que não vou revelar.

A premissa de The Great Flood é muito interessante, mas confesso ter ficado desiludido com o facto de terem revelado demasiado cedo o que está efetivamente a acontecer. Diria que estamos perante uma simbiose entre um drama e um disaster movie, em que os protagonistas tentam desesperadamente encontrar uma saída para algo que aparenta ser insuperável.

As interpretações são competentes e a narrativa é fluida, convertendo este filme numa experiência agradável. Parece-me ser relevante salientar que moderem a vossa expectativa, até porque o desfecho deixa em aberto a possibilidade de uma sequela.

Caso estejam interessados, podem assistir em território nacional através da Netflix.

Mediano
64%

The Super Mario Galaxy

Após três anos, temos finalmente a sequela da aventura de Mario, que introduz a Princesa Rosalina,Yoshi, Bowser Jr, Fox McCloud e muitas outras personagens da franquia. A narrativa retira inspiração do mítico jogo da Wii, que foi igualmente lançado para a Switch, assentando num plano maquiavélico que visa utilizar o poder cósmico da Princesa para alimentar uma arma de destruição.

O vilão principal vai ser o filho de Bowser, que tenta desesperadamente libertar o seu pai, que se encontra em reabilitação no castelo da Princesa Peach. O primeiro acto introduz a premissa narrativa e introduz as personagens principais, sendo importante o regresso de Mario, Luigi, Toad, Peach e Bowser.

Ao longo do filme são inúmeros os easter eggs, com referência a locais, níveis e até personagens icónicas do universo Nintendo. A animação é de elevada qualidade e os 98 minutos passam num ápice. A componente humorística é outro factor fundamental para elevar a experiência de Super Mario Galaxy, que apesar de ser um filme animação, tem como público alvo diversas gerações de jogadores que utilizaram o hardware do gigante nipónico.

No que diz respeito ao casting, as adições de Brie Larson, Benny Safdie, Donald Glover e Glen Powell foram uma mais valia, solidificando o sucesso de um projecto que já ultrapassou os mil milhões de receita de bilheteira.

Não vou obviamente partilhar spoilers, mas sugiro que aguardem pelas duas cenas pós-créditos, que revelam a próxima grande adição a este universo, sendo evidente que teremos um terceiro filme dentro dos próximos anos. Se procuram algo que proporcione diversão e entretenimento, Super Mario Galaxy é definitivamente a escolha certa!

Bom
76%

Justice League: Crisis on Infinite Earths – Part Three

A aventura épica do Tomorrowverse chega finalmente ao fim, com um desfecho previsível, para quem conhece a banda desenhada em que se inspira.

Os poderes de influência do Psycho Pirate vão levar a uma acção inesperada de Kara, que tem um impacto gigantesco na batalha com o Anti-Monitor. Os planetas sobreviventes são transportados para The Bleed, uma zona do espaço tempo que existe fora da realidade como a conhecemos.

A narrativa avança oito meses, para uma missão de salvamento que acaba por resgatar Wonder Woman, que sobreviveu à destruição da Terra-46. Ficamos igualmente a saber que o Anti Monitor não consegue localizar os planetas sobreviventes, que estão à mercê de desastres naturais e escassez de recursos.

John Constantine tem finalmente o seu momento para brilhar, ao recuperar a sua memória. É nesta fase que temos uma explicação da maior parte dos eventos, confirmando que Apokolips é um ponto fixo no tempo, servindo de âncora temporal.

Uma vez mais, vou evitar os spoilers narrativos, mas teremos (novamente) uma traição, que colocará os nossos heróis numa situação impossível, em que sacrifícios serão necessários. Inevitavelmente a narrativa caminha para uma conclusão, em que os heróis terão de aceitar o seu destino, com a criação de um universo singular, em que apenas existirá uma versão.

O grande momento deste filme é uma das cenas finais, em que temos a versão de Batman de Kevin Conroy a fazer a sua grande despedida, numa cena emocional com The Joker. A imortalidade de Diana de Themyscira tem igualmente um papel fundamental no desfecho, servindo de pano de fundo para a derradeira cena de Crisis on Infinite Earths.

Recomendo vivamente estes filmes e os restantes que compõem o Tomorrowverse. São um excelente compromisso entre a história original dos comics e uma visão moderna, dando origem a um projecto fascinante e que foi muito bem conduzido.

Bom
75%