Deep Cover

Confesso que sou um adepto de comédia, sobretudo quando se centra em narrativas completamente fora da caixa, o que é definitivamente o caso. Realizado por Tom Kingley, este filme assenta numa premissa de infiltrar um grupo de comediantes de improviso numa organização criminosa.

Kat Bryant é a uma professora de comédia de improviso, cuja carreira está completamente estagnada. Marlon é um actor de método que não consegue papéis relevantes e Hugh é um técnico de IT com claras dificuldades em socializar. Por obra do acaso, estes trio vai conhecer-se numa das aulas de Kat e acabam por aceitar a missão de trabalhar para o Sargento Graham Billings, que pretende derrubar uma pequena operação de droga local.

Como não podia deixar de ser, a escala aumenta significativamente, à medida que o trio se vai infiltrando numa perigosa organização criminosa, liderada por Metcalfe. Existem momentos hilariantes, nomeadamente com os albaneses e com Sagar, um assassino profissional retirado.

O casting é de peso, contando com nomes sonantes, em que se destacam Bryce Dallas Howard, Orlando Bloom, Paddy Considine, Ian McShane e Sean Bean. Diria que Deep Cover garante 100 minutos de pura diversão, sem nunca deslumbrar, assente numa narrativa que é absolutamente surreal, algo que me parece deliberado.

Caso pretendam, este título está disponível através da Amazon Video. E aposto que a grande questão após lerem este artigo é: Será que Sean Bean também morre neste filme?

Mediano
62%

Mortal Kombat 2

Cinco anos após o título original, vamos regressar a Outworld. O primeiro acto introduz Shao Kahn e a história de origem da Princesa Kitana. Ficamos a conhecer o reino de Edenia, a Rainha Sindel e a dura realidade de perder o torneio em dez edições consecutivas.

No que diz respeito ao Earthrealm, os Deuses escolhem Johnny Cage, um actor que teve os seus dias de glória nos anos 90. Apesar da insistência de Raiden, Liu Kang, Jax Briggs e Cole Young, o mesmo recusa a participação, algo que se revela inconsequente, dado que é transportado para uma batalha com Kitana, que defende o reino de Outworld.

Vou evitar partilhar pormenores adicionais, mas teremos diversas baixas na equipa, que acaba por tentar um resgate desesperado, na tentativa de salvar a Terra. Por outro lado, o plano de Shao Kahn resulta, convertendo-o num ser imortal, o que diminui drasticamente as possibilidade de sucesso.

No segundo acto teremos o regresso de personagens do primeiro filme (sem spoilers) e a introdução de personagens como Baraka, Quan Chi e Jade. Honestamente, a narrativa é bastante previsível mas o fan service é assinalável, tendo alcançado um ligeiro lucro em termos de receitas de bilheteira. Mas, de acordo com os rumores, teremos efetivamente um terceiro filme, que deverá encerrar a saga de Mortal Kombat, pelo menos no futuro imediato.

Considero este filme inferior ao original, mas para os fãs do videojogo, diria que é quase uma opção incontornável e que garante entretenimento. Tendo em conta o seu orçamento, alguns dos efeitos especiais são questionáveis mas contribuem para a estética de um projecto que é essencialmente para cativar os fãs desta franquia.

Mediano
68%