Justice League: Crisis on Infinite Earths – Part Two

Esta segunda parte foca-se no desenvolvimento de algumas personagens, mais especificamente Super-Girl The Monitor e Psycho Pirate. Adicionalmente, teremos uma nova ameaça, na forma de demónios sombra que parecem ser indestrutíveis, levando os nossos heróis ao limite.

A narrativa é conduzida de forma brilhante, explorando temas relevantes, tais como a relação criada entre The Monitor e Kara, que será fundamental para os eventos da terceira parte. Adicionalmente, o arco narrativo de Charles Halstead é muito interessante, lançando parte da premissa que vai sustentar o fecho desta aventura.

Parece-me igualmente interessante a interação entre Batman e a Bat -Family, num universo alternativo, em que o seu doppelganger optou por uma abordagem muito distinta. Teremos igualmente muitas cenas de acção e sacrifícios necessários em prol do bem maior.

Como tem sido habitual, opto por evitar os spoilers, mas quero destacar alguns momentos, mais especificamente a batalha de Batman contra Solomon Grundy e Killer Croc, o aparecimento de Peacemaker (versão Terra 4) e King Solovar.

A DC continua a ser a referência no que diz respeito à animação, o que me deixa sempre frustrado quando comparado com os projectos live action. Volto a destacar o casting de voz, em que se destacam nomes como Darren Criss, Jensen Ackles, Stana Katic, Troy Baker, Jimmi Simpson, Matt Ryan e Meg Donnelly, entre muito outros.

Como seria inevitável, esta segunda parte termina com uma traição, que favorece os planos do Anti-Monitor, que passam por destruir o Multiverso. Será que os nossos super-heróis serão capazes de evitar este cenário e prevalecer?

Bom
76%

Severance T.2

A primeira temporada termina num impasse tremendo, que é retomado de imediato. Sem colocar spoilers, vamos ter uma resposta inesperada, que leva a que toda a equipa seja dispensada, com excepção de Mark.

Os episódios seguintes explicam os motivos, focando-se nos “outies”, que são as pessoas reais por detrás do processo de separação da mente. A narrativa continua a ser a prioridade, focando-se em providenciar mais contexto e desenvolvimento de personagens.

Inevitavelmente, teremos o conflito entre “innies” e “outies”, assim como algumas decisões interessantes, nomeadamente de Harmony Cobel e Helena Eagan. Pessoalmente, gostei bastante do arco de Dylan e da esposa do seu innie, assim como de Mrs Casey, que tem ligações profundas à vida de Mark.

As interpretações são fabulosas, sendo difícil destacar apenas um actor, mas a realidade é que esta segunda temporada, apesar de diferente, continua a apresentar uma qualidade inegável, convertendo-se, para mim, numa referência do género.

Como seria expectável, terminamos novamente num ponto que nos aguça a curiosidade, sobretudo pelo facto de Mark optar por ficar com Helly no piso dos “Separados, em detrimento de sair com Gemma. Adicionalmente, espero que possamos obter mais detalhe do objetivo do projecto Cold Harbor e da própria Lumon Industries.

Esta série está disponível, em território nacional, através da Apple+ mas lamentavelmente, teremos de aguardar bastante pela terceira temporada, que será lançada apenas no final de 2027.