Justice League: Crisis on Infinite Earths – Part Three

A aventura épica do Tomorrowverse chega finalmente ao fim, com um desfecho previsível, para quem conhece a banda desenhada em que se inspira.

Os poderes de influência do Psycho Pirate vão levar a uma acção inesperada de Kara, que tem um impacto gigantesco na batalha com o Anti-Monitor. Os planetas sobreviventes são transportados para The Bleed, uma zona do espaço tempo que existe fora da realidade como a conhecemos.

A narrativa avança oito meses, para uma missão de salvamento que acaba por resgatar Wonder Woman, que sobreviveu à destruição da Terra-46. Ficamos igualmente a saber que o Anti Monitor não consegue localizar os planetas sobreviventes, que estão à mercê de desastres naturais e escassez de recursos.

John Constantine tem finalmente o seu momento para brilhar, ao recuperar a sua memória. É nesta fase que temos uma explicação da maior parte dos eventos, confirmando que Apokolips é um ponto fixo no tempo, servindo de âncora temporal.

Uma vez mais, vou evitar os spoilers narrativos, mas teremos (novamente) uma traição, que colocará os nossos heróis numa situação impossível, em que sacrifícios serão necessários. Inevitavelmente a narrativa caminha para uma conclusão, em que os heróis terão de aceitar o seu destino, com a criação de um universo singular, em que apenas existirá uma versão.

O grande momento deste filme é uma das cenas finais, em que temos a versão de Batman de Kevin Conroy a fazer a sua grande despedida, numa cena emocional com The Joker. A imortalidade de Diana de Themyscira tem igualmente um papel fundamental no desfecho, servindo de pano de fundo para a derradeira cena de Crisis on Infinite Earths.

Recomendo vivamente estes filmes e os restantes que compõem o Tomorrowverse. São um excelente compromisso entre a história original dos comics e uma visão moderna, dando origem a um projecto fascinante e que foi muito bem conduzido.

Bom
75%

Justice League: Crisis on Infinite Earths – Part Two

Esta segunda parte foca-se no desenvolvimento de algumas personagens, mais especificamente Super-Girl The Monitor e Psycho Pirate. Adicionalmente, teremos uma nova ameaça, na forma de demónios sombra que parecem ser indestrutíveis, levando os nossos heróis ao limite.

A narrativa é conduzida de forma brilhante, explorando temas relevantes, tais como a relação criada entre The Monitor e Kara, que será fundamental para os eventos da terceira parte. Adicionalmente, o arco narrativo de Charles Halstead é muito interessante, lançando parte da premissa que vai sustentar o fecho desta aventura.

Parece-me igualmente interessante a interação entre Batman e a Bat -Family, num universo alternativo, em que o seu doppelganger optou por uma abordagem muito distinta. Teremos igualmente muitas cenas de acção e sacrifícios necessários em prol do bem maior.

Como tem sido habitual, opto por evitar os spoilers, mas quero destacar alguns momentos, mais especificamente a batalha de Batman contra Solomon Grundy e Killer Croc, o aparecimento de Peacemaker (versão Terra 4) e King Solovar.

A DC continua a ser a referência no que diz respeito à animação, o que me deixa sempre frustrado quando comparado com os projectos live action. Volto a destacar o casting de voz, em que se destacam nomes como Darren Criss, Jensen Ackles, Stana Katic, Troy Baker, Jimmi Simpson, Matt Ryan e Meg Donnelly, entre muito outros.

Como seria inevitável, esta segunda parte termina com uma traição, que favorece os planos do Anti-Monitor, que passam por destruir o Multiverso. Será que os nossos super-heróis serão capazes de evitar este cenário e prevalecer?

Bom
76%

Justice League: Crisis on Infinite Earths – Part One

O primeiro acto introduz Amazo, um robot criado pelo Professor Ivo, que tem a capacidade de absorver poderes meta-humanos. A batalha inicial com Flash e Super-Homem não corre de feição para os nossos heróis, que são resgatados por Green Arrow. O estado crítico de Clark leva-os a Gotham, mais precisamente à mansão Wayne, dando início à ideia de criar a Justice League.

Na conferência de imprensa que celebra esse momento, Amazo volta a atacar a equipa, que conta com Vixen, Martian Manhunter, Super-Homem, The Flash, Batman e Green Arrow. Ficamos igualmente a saber que Lex Luthor reprogramou Amazo, de forma a servir o seu intuito de assimilar os super-poderes. No entanto, a narrativa principal diz respeito ás constantes viagens entre universos que Barry Allen consegue realizar, após ser confrontado por um misterioso sem abrigo, que tem muita semelhanças físicas com John Constantine.

No segundo acto, temos a confirmação de que um estranho fenómeno está a destruir o planeta Terra de vários universos alternativos. The Monitor decide recrutar vários  super-heróis, no sentido de encontrar uma solução que abrande ou destrua a onda de anti-matéria. Sem relevar pormenores, a equipa chega a um consenso, criando uma série de torres que visam vibrar o planeta numa frequência que, em teoria, funcionará como um escudo de proteção.

Barry continua a viajar entre universos e pontos temporais do futuro, que culminam com o impacto da onda no nosso planeta. O que inicialmente aparenta ser um sucesso, termina num gigantesco impasse, que terá a sua conclusão na sequela, que será disponibilizada no final de 2024. Esta primeira metade tem a minha recomendação, conjugando uma panóplia de versões dos nossos heróis e vilões preferidos da DC.

O argumentista deste filme é Jim Krieg, que faz uma adaptação competente do material original, da autoria de Marv Wolfman e do falecido George Pérez. No que diz respeito a animação, a DC continua a estar muito à frente da concorrência, garantindo nomes sonantes, dos quais destaco Stana Katic, Jensen Ackles, Matt Bomer, Zachary Quinto, Alexandra Daddario e Louis Diamond Phillips.

Bom
75%