Sem dúvida que a imprevisibilidade desta série é um dos seus pontos fortes e esta temporada é uma roda viva de acontecimentos. A equipa regressa a Charleston após uma batalha épica e que teve inúmeras baixas, para ser capturada e inserida em campos de concentração. Apenas uma pequena facção consegue evadir a captura, fragmentando-se em micro equipas.
Vamos acompanhar precisamente essas três narrativas paralelas: a rebelião nos campos, liderada por Tom Mason, a comunidade pacífica criada por Lexi e a resistência fundada por Anne, na tentativa de encontrar Lexi e Tom.
Os Espheni desenvolveram uma nova forma de energia, que nem os Volm conseguem detectar e estão prestes a conseguir transformar humanos em híbridos, sem necessidade de arnês. Uma vez mais, é a narrativa que nos consegue envolver na história, que claramente dá mais destaque a Pope, Lexi, Matt e Anne. Tudo parece correr pelo pior, com os Volm a abandonar o planeta e com a Humanidade à beira da extinção mas Tom Mason elabora um plano destemido, que acaba por ter sucesso, criando um novo paradigma para a quinta e derradeira temporada.
Diria que o desenvolvimento de personagens é a grande mais mais valia destes 12 episódios, que nos mostra o quão podemos mudar em situações extremas, sobretudo em ambiente de guerra e perigo de extinção.
Hugo Cardoso
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