A segunda temporada introduz uma realidade distinta, em que a invasão alienígena é uma realidade. A Humanidade tenta desesperadamente sobreviver e ripostar, sem grande sucesso. Mitsuki acaba por ser recrutada por Nikhil Kapoo, um milionário que está ao serviço do Governo Mundial, oferendo a oportunidade de estudar a nave que se despenhou na Amazónia.
Como tem sido apanágio, vamos igualmente acompanhar as aventuras de Aneesha, Luke e Sara Malik, que tentam escapar ao Governo e à organização conhecida como The Movement, que pretende utilizar a ligação de Luke para com os alienígenas. Trevante consegue regressar á sua família mas não consegue evitar a sua compulsão em descobrir algo que permita derrotar o inimigo. E, por último, teremos o despertar de Casper, que servirá de arco narrativo para a uma saga épica de Jamila, Alfie, Darwin, Monty e a sua irmã.
Reconheço que esta série tem imenso potencial mas a quantidade de sub-narrativas sem aparente ligação acabam por condicionar a experiência global. Sem colocar spoilers, acabamos por ter alguma progressão nos últimos três episódios, que lança uma premissa distinta para a terceira temporada, que promete explorar a realidade alienígena e os seus planos para a Humanidade.
Diria que este projeto pode ser interessante para os fãs do género, mas preparem-se para uma progressão lenta, que tenta explorar a invasão numa perspectiva global, focada em quatro sub-narrativas. Existem muitas ideias e conceitos inspirados em clássicos como Heroes, Babel, Independence Day, War of The Worlds e até Stranger Things.