Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Mega Drive Mini

Uma das consolas que marcou de forma mais profunda a minha juventude foi sem dúvida a Mega Drive. As inúmeras horas de diversão e memórias, aliadas à proliferação das “mini consolas”, criou a necessidade e a Sega resolveu desenvolver internamente o projeto, o que tornou inevitável a aquisição da Mega Drive Mini.

Gostei particularmente da mini NES e SNES, pelo que a fasquia estava sem dúvida elevada. A pré-reserva foi realizada há vários meses e no passado dia 5 de outubro recebi a notificação para levantar a encomenda, algo que realizei no dia seguinte.

Tenho tido a oportunidade de testar o hardware e estou particularmente satisfeito: a emulação está bem conseguida, num produto que foi tratado com o respeito necessário e que a AT Games dificilmente conseguiria assegurar. Estão disponíveis 42 títulos, repletos de diversidade e que devem agradar à grande maioria dos compradores.

No meu caso, confesso que estou entusiasmado com a possibilidade de adicionar mais títulos, tais como Splatterhouse 2, MUSHA, General Chaos, Quackshot e Rocket Knight Adventures, para citar alguns.Os menus estão bem conseguidos, com as opções habituais (filtros, margens personalizáveis, estados de gravação) e a jogabilidade é excelente, com uma emulação competente em termos de som e lag.

Apesar dos vários prós, diria que o grande contra é o facto dos comandos não serem de 6 botões, algo que é essencial para títulos como Street Fighter e Virtua Fighter. A minha recomendação, para os fãs mais hardcore, é a aquisição da Tower of Power, que acrescenta aquele nível épico à experiência.

Como nota de rodapé e para concluir a minha opinião sobre este tema, diria que o saudosismo e a qualidade do produto final valem claramente o investimento. Para quem cresceu na década de 90 com a Mega Drive esta consola vai ser uma oportunidade de voltar atrás no tempo e reviver a mesma experiência, num contexto de alta definição.

Formula One Ep.1

Já tive oportunidade de mencionar este jogo em vários artigos e até no podcast, dado que marcou uma era e foi talvez o principal responsável pelo meu fascínio por simuladores e managers.

Esta obra prima foi publicada em 1985, pelo CRL Group PLC, tendo sido desenvolvido para o Spectrum por G.B. Munday and B.P. Wheelhouse. Como forma de homenagear um título para importante para mim, resolvi criar uma série em que o objetivo é levar a minha equipa ao título de Pilotos e Equipa na competitiva Fórmula 1.

As memórias…

Harry Potter: 8 anos depois

Apesar de não ser um fã de Harry Potter reconheço que marcou uma geração, pelo que resolvi rever os oito filmes originais e partilhar a minha opinião. Acredito que um dos segredos do sucesso está precisamente na estabilidade do elenco principal (excepção para Richard Harris que faleceu, o que forçou ao recast de Dumbledore), aliado à qualidade dos actores.

As escolhas estão muito bem conseguidas e a sinergia entre Harry, Hermione e Ron Weasley contribui decisivamente para o sucesso da franchise, bem suportado pela inclusão de nomes sonantes como Maggie Smith, Robbie Coltrane, John Hurt, David Bradley, Alan Rickman, Gary Oldman e Ralph Fiennes, para citar alguns.

Os primeiros quatro filme são marcados por um tom mais leve, em que nos é apresentada a premissa principal da narrativa, aliada a aventuras individuais que aparentam não estar relacionadas. Por outro lado, os filmes seguintes são muito mais sombrios, explorando temas complexos, o que acaba por funcionar bem, face ao amadurecimento dos personagens e do respetivo público alvo.

A saga Harry Potter é uma viagem fantástica pelo mundo da magia, embora nunca esqueça por completo o universo dos Muggles. O humor presente vai desaparecendo gradualmente, sendo substituído pelo desespero nos dois últimos filmes, com a busca pelos Horcruxes. Estamos perante uma franchise que durante uma década trouxe ao cinema a visão de JK Rowling, dando conclusão à clássica luta entre o Bem o Mal.

Em conclusão, diria que os filmes envelheceram bem e embora não concorde com todos os caminhos tomados, recomendo que revisitem ou tomem conhecimento deste universo, caso ainda não o tenham feito.