Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Game of Thrones T.8

O primeiro grande momento da temporada é o primeiro encontro de Daenerys e Cersei, na companhia de uma comitiva que leva consigo um White Walker. A sequência está muito bem conseguida, agregando a componente de sobrevivência com a estratégica política, na tentativa de manter Cersei no poder.

A Norte, com a queda da Muralha, o Exército dos Mortos aproxima-se de Winterfell, aumentando drasticamente os seus números pelo caminho. No entanto, John regressa ao Norte, trazendo consigo Daenerys, os dragões e o seu exército de Dothraki e Unsullied, assim como a promessa de ajuda de King´s Landing.

A batalha de Winterfell é verdadeiramente épica, apesar da polémica em redor da fraca visibilidade, algo que é claramente propositado e com o intuito de “minimizar” o impacto dos dragões no desfecho final.

Arya, John, Brann e Sansa reunem-se finalmente, criando um plano que consiste em atrair o Night King para uma armadilha, aproveitando a sua clara obsessão com Brann. A batalha é violenta, repleta de baixas para ambos os lados, mas acaba por ser conquistada graças à intervenção de Arya, num dos momentos mais satisfatórios da oitava temporada.

Uma das minhas grandes críticas para esta derradeira temporada é o ritmo (frenético) da narrativa, que apresenta uma inversão clara na personalidade e intenções de diversas personagens, o que simplesmente não faz sentido.

A segunda batalha opõe os exércitos sobreviventes do Norte à Companhia do Ouro, um grupo de 20.000 mercenários contratados por Cersei, que conta ainda com a Frota de Ferro, liderada por Euron Greyjoy.

Tendo em conta a escala da batalha de Winterfell confesso que fiquei desiludido com a de King´s Landing. Aliás, toda a sequência tem como objetivo justificar uma mudança radical na conduta de uma das personagens, o que não me choca, caso não fosse sustentado de forma muito frágil. Pessoalmente, o momento mais satisfatório é a batalha entre os irmãos Clegane, que tem um fim poético, dando uma sensação de fecho de ciclo.

As várias mortes do penúltimo episódio são pouco memoráveis, apesar de relevantes para a narrativa, mas falham em ter o wow-factor que Game of Thrones merecia. Os eventos finais, com as escolhas de John Snow e sobretudo com os critérios de nomeação para o novo Rei, são altamente subjetivos, embora coerentes com o ritmo frenético que foi seguido.

Pessoalmente, gostaria que esta temporada final tivesse mais foco na narrativa, sobretudo para justificar as mudanças de comportamento que ocorrem. Não existem séries ou finais perfeitos, mas fico com a sensação que GoT merecia algo mais épico para terminar esta fantástica viagem de sete anos.

Comic Con 2019

A sexta edição da Comic Con realizou-se no Passeio Marítimo de Algés, à semelhança do ano anterior e juntou um cartaz muito interessante, repleto de diversidade e que apelava a todas as faixas etárias. Pessoalmente, estava particularmente entusiasmado com a presença de Tricia Helfer, a Six de Battlestar Gallactica mas por motivos pessoais, tive apenas disponibilidade de me deslocar ao evento no dia 15, Domingo.

Foi com alguma surpresa que foi confirmada a participação nesse dia de Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things, o que criou um hype mediático e que certamente impulsionou a venda de bilhetes. Posso afirmar com franqueza que nunca tinha visto o recinto tão cheio, o que sendo positivo para o evento, também expôs várias limitações e falhas na organização.

Ao trazer um nome tão sonante e que criou entusiamo na faixa etária entre os 8 e 16 anos seria expectável algum cuidado na preparação do painel. É por demais evidente que a lotação do VIP Stage não seria suficiente para os milhares presentes, o que originou longas horas em filas, ao calor sufocante de Verão e que resultou em inúmeras reclamações dos presentes. O mesmo ocorreu relativamente à sessão de autógrafos e fotos, que alegadamente estava limitada a 100 participações.

No que diz respeito ao recinto, existiram claramente mais atividades, das quais destaco os painéis de BD e algumas workshops relacionadas com gaming, TV e conteúdos multimédia. Os convidados presentes foram igualmente bem escolhidos, com destaque para Todd Stashwick, Benedict Wong, Joaquim de Almeida, Kevin McNally e Alexander Ludwig, para citar os mais relevantes.

Numa nota menos positiva, tenho de mencionar a decisão de juntar os expositores de artistas com as inúmeras bancas de venda ao público, o que congestionou de forma aberrante os visitantes, num espaço em que o calor era francamente intolerável.

Adicionalmente, existiam muito poucas zonas onde pudéssemos relaxar ou descansar as pernas, algo que é fundamental num evento desta dimensão. E claro, como em todos os eventos deste género, o preço da restauração é absolutamente pornográfico.

No global, apesar de existirem mais experiências, fiquei com a nítida sensação que a organização não estava preparada para um salto tão grande na escala da Comic Con. Gostaria de ter os números oficiais para confirmar esta afirmação mas posso garantir que a adesão foi muito superior a edições transactas. E foi extraordinariamente gratificante ver tantas famílias no evento, a serem fiéis ao que realmente apreciam em termos de cultura pop.

Mas entre os pontos positivos e negativos, terminei a minha presença invadido pelo mesmo sentimento de 2015, em que fiz um hiato de dois anos em termos de presença no evento. Sinto que se tornou demasiado comercial e que os painéis e os workshops disponíveis não justificam o preço do bilhete, que tem subido gradualmente. Seguem-se alguns meses de ponderação mas diria que é pouco provável que esteja presente na edição de 2020.

E vocês? Estiveram presentes? Caso pretendam, podem partilhar o vosso feedback na caixa de comentários.

Game of Thrones T.7

A temporada inicia de forma épica, resultado das acções de Arya, que consegue vingar os eventos do Red Wedding. O ritmo da narrativa aumenta significativamente, repartido pelos planos para a conquista de King´s Landing.

A Norte, John Snow resolve deslocar-se a Dragonstone, para solicitar ajuda a Daenerys, no combate contra os White Walkers. Em Westeros, Qyburn começa a desenvolver armas para derrotar os dragões e o esforço de guerra de Cersei conhecem novos desenvolvimentos, com a aliança de Euron Greyjoy e a conquista de Highgarden.

Vamos ter batalhas navais entre os irmãos Greyjoy e a Armada de Ferro, assim como um desenvolvimento na relação entre John e Daenerys, que permite forjar uma aliança que moldará vários eventos futuros. Como habitualmente, vão existir muitas mortes, traições inesperadas e novidades sobre a cadeia de sucessão do trono que criam novas premissas para a derradeira temporada.

John e um pequeno grupo de heróis concordam em viajar para além da Muralha, com a missão de capturar um White Walker e apresentá-lo em Westeros, na tentativa de chegar a uma trégua com Cersei, no sentido de derrotar o inimigo comum. Sem colocar spoilers, nem tudo corre pelo melhor, acabando por ser Daenerys a salvar os sobreviventes, com excepção de John, que apesar de ficar para trás, consegue alcançar a muralha. A missão fica marcada por uma perda significativa, que vai garantir uma vantagem inesperada para o exército dos Mortos.

A temporada termina com a aliança esperada: John aceita que o Norte reconheça Daenerys como Rainha e em contrapartida, recebe o auxílio do exército de Daenerys para a batalha contra o Night King.