Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Space Sweepers

O ano é 2092 e o Planeta Terra está praticamente inabitável, em consequência do desaparecimento de grande parte da fauna e flora. Como consequência, a Humanidade (sobre)vive na órbita do planeta, em estações criadas pela Corporação UTS.

A premissa está longe de ser inovadora, mas assenta numa hierarquia social, em que a população é segmentada com base nos seus recursos financeiros. Alguns “não-cidadãos” podem adquirir um visto, que lhes permite trabalhar nas estações ou como Space Sweepers, equipas que recolhem lixo espacial na órbita do planeta.

A narrativa foca-se na tripulação da Victory, que se envolve de forma inadvertida numa conspiração ao mais alto nível, que tem como objetivo a extinção da vida na Terra. Posso adiantar que a descoberta de Dorothy, um robot humanoide, dá início a uma série de eventos que colocam à prova a capacidade dos nossos quatro heróis: Capitão Jang, Tae-ho, Tiger Park e Robot Bubs.

Dorothy aparenta ser uma arma de destruição, procurada por James Sullivan, o CEO da UTS e o Salvador da Humanidade. Mas ao longo da aventura, vamos tomar conhecimento da terrível verdade e os nossos heróis serão forçados a tomar decisões impossíveis, mas necessárias,  para assegurar a sobrevivência da raça Humana.

Os efeitos especiais são aceitáveis, numa narrativa que está longe de ser brilhante, mas que cumpre a sua função de entretenimento. Destaque para a participação de Richard Armitage, o único nome sonante do elenco.

Space Sweepers tenta replicar uma space opera, com algumas ideias e conceitos interessantes, embora sem atingir um nível particularmente elevado. Dito isto, se pretendem relaxar duas horas e são fãs de ficção científica, este é um filme em que podem investir.

Mediano
68%

Outside the Wire

A Netflix continua a investir em projetos inesperados, que contam com alguns nomes relevantes em Hollywood. Outside the Wire conta com a participação de Anthony Mackie e Emily Beecham, retratando um mundo em guerra, no ano de 2036. A narrativa decorre na Ucrânia, onde forças americanas tentam manter a paz, com o apoio de Gumps, robots militares e drones.

O primeiro acto apresenta-nos Harp, um piloto que desrespeita as suas ordens diretas, levando à morte de 2 marines, para conseguir salvar a restante unidade, composta por 38  elementos. Como punição, é enviado para a Ucrânia, para servir sob as ordens do Capitão Leo, um androide experimental que à primeira vista, parece um humano.

A missão de Leo e Harp passa por evitar que Victor Koval, o líder dos terroristas ucranianos, consiga ter acesso aos silos nucleares. Ao longo desta aventura, vamos percorrer campos de refugiados e ver Leo a tomar decisões que violam a conduta militar, algo que Harp tem dificuldade em lidar.

Ao longo do segundo acto, é visível a mudança no código moral das personagens principais, com o intuito de alcançar o sucesso da missão. A narrativa consegue no entanto ser algo previsível, o que condiciona a parte final de Outside the Wire.

Gostei de algumas ideias apresentadas e no global, as cenas de ação estão bem conseguidas mas em ponto algum consegui atingir um ponto de entusiasmo relevante. Por esse motivo tenho muitas reservas em recomendar este filme. Caso tenham uma hora e meia para investir numa tarde cinzenta de Inverno, diria para o fazerem.

Mediano
65%