The Witcher: Blood Origin

A Netflix continua a apostar forte no lore de The Witcher, introduzindo Blood Origin, que ocorre 1200 anos antes dos eventos da série original. Ao longo de seis episódios, vamos explorar a civilização elfa (Golden Empire) e os eventos que levaram à sua destruição.

No primeiro episódio temos a presença de Jaskier, que é encarregue de cantar esta histórias, a pedido de Seanchai, uma misteriosa Elfa. A narrativa assenta na lenda de sete guerreiros, que se insurgem contra as poderosas forças de Xin’trea. Esta prequela é composta por seis episódios, que vão introduzir Fjall, do Dog Clan e Éile, um membro de um clã rival, que vão acabar por unir forças para derrotar a Princesa Merwyn, que conta com o apoio de Balor, o Druida Mor.

A narrativa está longe de ser brilhante, apesar de ter cenas de ação competentes. Diria que Scían (Michelle Yeoh) acaba por ser a personagem mais interessante, num projeto que pouco acrescentou ao universo de The Witcher. Vou obviamente evitar os spoilers mas diria que o ponto mais alto é a explicação dos eventos que levam à introdução dos humanos em Xin’trea.

Para os fãs desta franquia, diria que existe algum valor em Blood Origin, mas sugiro uma abordagem cautelosa, dado que estamos perante o spinoff menos conseguido até ao momento.

Hellboy: Blood and Iron

Este filme centra-se nas aventuras do Professor Trevor Bruttenholm, mais especificamente numa missão que o leva para a Transilvânia. Erzebet Ondrushko é uma vampira que vendeu a sua alma à Deusa Hecate, no sentido de manter a sua aparência jovem. Para tal, necessita literalmente de banhar-se no sangue de inocentes. Com a ajuda do sol e do Padre Lupescu, o Professor Bruttenholm consegue derrotar a vampira. A narrativa avança para o presente, em que o BPRD é chamado para um aparentemente simples e que está relacionado com uma casa assombrada nos Hamptons.

O proprietário da propriedade é Oliver Trumbolt, que tem uma ligação próxima dos Senadores, o que força a equipa, composta por Liz, Abe, Hellboy e Sydney Leach, a aceitar a missão. O facto mais curioso é a insistência do Professor em acompanhar a equipa, sem explicar o seu motivo oculto, que será revelado posteriormente.

Segue-se a montagem do equipamento de vigilância, que permite à equipa perceber que não se trata de uma manobra publicitária e que efetivamente existem fantasmas na mansão, que estão ligados à missão da Transilvânia. Aparentemente, alguém que esteve presente na missão da Transilvânia está a tentar ressuscitar Erzebet Ondrushko, com o auxílio das hárpias. Como tem sido habitual, há uma componente de humor nos diálogos, sobretudo de Hellboy, que tende a desvalorizar o real perigo das situações em que se coloca.

Temos uma batalha contra as harpias, um lobisomem e a inevitável Hecate, que pretende o auxílio de Hellboy para a destruição do Mundo como o conhecemos. Liz e Abe unem esforços para ajudar o nosso demónio a derrotar a Deusa, algo que se revela complexo mas que acaba por suceder. O derradeiro acto fecha com a derradeira luta entre Erzebet Ondrushko  e o Professor Trevor Bruttenholm, que utiliza a sua inteligência para compensar a debilidade física que ostenta.

Blood and Iron é, na minha opinião, um filme superior a Sword of Storms. A manutenção do casting garante continuidade ao projeto, dado que nos permite manter a associação ao filme live action, assim como à animação. E sejamos honestos, Sir John Hurt, Ron Perlman, Salma Blair e Doug Jones são soberbos nos seus respectivos papéis.

Mediano
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