Tim Kring resolveu trazer de volta a série Heroes, assim como algumas das personagens, nomeadamente Suresh, Hiro, Noah, The Haitian e Matt Parker. Sou um grande fã da primeira temporada, que foi dos melhores produtos televisivos da última década, mas que com a greve dos argumentistas entrou numa espiral negativa, da qual nunca recuperou.
Tendo em conta a (fraca) qualidade da última temporada, foi com surpresa que encarei este regresso, que assenta na premissa de salvar o Mundo, que fica a cargo de Tommy e Malina, os filhos de Claire Bennet.
Vamos ter viagens no tempo, mortes inesperadas, mudança de facções e traições constantes, deixando pouco espaço para o desenvolvimento de personagens e sobretudo para algum tipo de ligação para com os supostos heróis. Existem alguns vilões interessantes, tais como Harris Prime e Joanne Collins, mas que nunca atingem o potencial pretendido, resultado de uma narrativa previsível, aborrecida e sem grande nexo.
O rumo que é dado a Matt Parker e Suresh não acrescenta algo positivo à narrativa, que vive muito de Noah e Hiro na primeira metade da temporada. Confesso que foi penoso ver os treze episódios e encaro como natural o cancelamento da série, que é francamente má.
Por todos os motivos acima descritos, não posso recomendar esta série, mas se são fãs do Universo Heroes, vejam e digam de vossa justiça. Tenha realmente muita pena, dado que a série tem um potencial enorme e merecia ter sido bem tratada pelos argumentistas e produtores.
Hugo Cardoso
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