Avengers: Earth´s Mightiest Heroes

Tive a oportunidade de subscrever recentemente o serviço de stream da Disney, o que aumentou exponencialmente a minha lista de pendentes. Dito isto, comecei por esta série de animação, que contempla apenas duas temporadas e que narra as aventuras dos Avengers.

Há muito fan service ao longo destes 52 episódios, em que os vilões principais são Red Skull, Ultron, Kang, Loki e os inevitáveis Skrull. No que diz respeito aos heróis, para além da equipa clássica, destaque para a presença de Ant-Man e Wasp, na sua versão original, assim como Hawkeye, Black Panther, Vision e Miss Marvel.

O humor é recorrente, embora exista igualmente um desafio constante aos nossos heróis, que acabam por ter momentos de vulnerabilidade e impotência. Gosto imenso da diversidade em termos de ação, com episódios focados em Asgard, batalhas cósmicas e até a presença de Adam Warlock e dos Guardiões da Galáxia.

Existe igualmente um desenvolvimento de personagens, com particular relevância na narrativa de Ultron e Yellowjacket, o que converte esta série numa recomendação essencial da minha parte.

Para fãs da Marvel e sobretudo dos Avengers, este é definitivamente um projecto a acompanhar.

Heroes Reborn

Tim Kring resolveu trazer de volta a série Heroes, assim como algumas das personagens, nomeadamente Suresh, Hiro, Noah, The Haitian e Matt Parker. Sou um grande fã da primeira temporada, que foi dos melhores produtos televisivos da última década, mas que com a greve dos argumentistas entrou numa espiral negativa, da qual nunca recuperou.

Tendo em conta a (fraca) qualidade da última temporada, foi com surpresa que encarei este regresso, que assenta na premissa de salvar o Mundo, que fica a cargo de Tommy e Malina, os filhos de Claire Bennet.

Vamos ter viagens no tempo, mortes inesperadas, mudança de facções e traições constantes, deixando pouco espaço para o desenvolvimento de personagens e sobretudo para algum tipo de ligação para com os supostos heróis. Existem alguns vilões interessantes, tais como Harris Prime e Joanne Collins, mas que nunca atingem o potencial pretendido, resultado de uma narrativa previsível, aborrecida e sem grande nexo.

O rumo que é dado a Matt Parker e Suresh não acrescenta algo positivo à narrativa, que vive muito de Noah e Hiro na primeira metade da temporada. Confesso que foi penoso ver os treze episódios e encaro como natural o cancelamento da série, que é francamente má.

Por todos os motivos acima descritos, não posso recomendar esta série, mas se são fãs do Universo Heroes, vejam e digam de vossa justiça. Tenha realmente muita pena, dado que a série tem um potencial enorme e merecia ter sido bem tratada pelos argumentistas e produtores.

Jogos Épicos Ep.9

Em 1993 este jogo foi lançado para a mítica Sega Mega Drive (Genesis no resto do Mundo) e tornou-se numa êxito colossal. Vinte anos depois estamos perante um clássico que ainda apaixona gerações e traz muitas recordações do retro gaming.

Relembro que nesta altura os trailers eram inexistentes e a internet estava a iniciar a sua ascensão, pelo que a grande maioria da informação era recolhida via revistas da especialidade. Gunstar Heroes tem uma jogabilidade excelente e torna-se extremamente difícil a partir de determinada fase mas a satisfação de concluir um jogo destes é enorme.

Deixo-vos com um vídeo do primeiro nível do jogo, que corre no emulador “Genesis Plus” para Mac. Altamente recomendado!