Ridley Scott é o produtor desta narrativa, que nos apresenta um futuro distópico, em que dois andróides são encarregues de criar e educar um grupo de crianças, que irão ser o futuro da Humanidade. Falar sem spoilers sobre esta série é complicado, mas vou fazer o meu melhor nos parágrafos que se seguem.
Ao longo desta temporada, tomamos conhecimento do destino do Planeta Terra, que foi abandonado por uma fação religiosa, que venera o Deus Sol. Adicionalmente, no lado oposto, temos um grupo de ateus, que acabam por conseguir infiltrar-se na Arca, por motivos que iremos conhecer mais para o final destes primeiros dez episódios.
Existem inúmeras muitas surpresas na narrativas, sobretudo no que diz respeito a comportamento das principais personagens. A narrativa está igualmente repleta de ideologias opostas, em termos de crenças religiosas e existenciais, assim como de hábitos alimentares e respeito pelo ecossistema.
Para mim, o facto mais curioso é a relação dos andróides para com as crianças, sempre numa perspectiva de preservação e evolução enquanto espécie. É evidente que estou a omitir deliberadamente vários pontos relevantes, mas diria que os últimos quatro episódios criam uma reviravolta gigantesca no rumo da narrativa, abrindo caminho para certos eventos que vão certamente ser fundamentais na segunda temporada, que deverá estrear em setembro de 2021.
Raised by Wolves não é uma série consensual, mas tem potencial para se converter numa referência do género de sci-fi, precisamente porque debate temas relevantes, que (por acaso) estão contidos numa narrativa de um futuro distópico.
Hugo Cardoso
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