Vinte cinco anos após o massacre inicial, estamos de regresso a Woodsboro. O primeiro acto tem uma abordagem clássica, introduzindo Tara Carpenter, uma estudante que sobrevive ao ataque de Ghostface. A sua irmã, Sam regressa à pacata cidade, com um passado oculto e que vamos descobrir ao longo deste filme.
A narrativa é simples e assenta nos clichés habituais, criando a dúvida sobre quem é o assassino. O elenco é reforçado com a participação de Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley, três personagens que dispensam apresentação. Existem alguns momentos bem conseguidos, mas não esperem um clássico do género. Há uma preocupação em homenagear a base de fãs da trilogia original e expandir este universo para a geração futura.
Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas diria que apesar de previsível, cumpre a sua função de entretenimento. Longe vão os tempos em que era um entusiasta deste género cinematográfico mas diria que existe valor para investir 90 minutos neste projeto. O terceiro acto é, na minha opinião, o mais fraco, embora dê uma conclusão à saga de Woodsboro.
Espero sinceramente que este tenha sido a derradeira aventura de Scream. Diria que a fórmula está esgotada no formato atual, sendo notório neste filme, com alusões constantes a Billy Loomis e outras referências da trilogia original. Considero inclusivamente que este projeto seria substancialmente melhor, se não tivesse a presença de Sidney, Gale e Dewey, apesar de ser um fã das personagens.
Hugo Cardoso
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