Combate desleal

Longe vai o tempo em que ansiava pelo dia da semana em que passava o episódio do “Lost” ou do “Prison Break”. Onde estão as séries como o “24”? O que fizeram aos “4400”? Onde está escondida a agente secreta de “Alias”? Para que planeta foram “Stargate” e “Battlestar Galactica”? Ou melhor, onde está a criatividade dos escritores e produtores das series que vieram “revolucionar” as audiências das séries a nível mundial? Pelos vistos a “crise” está em todo o lado…

Temos vindo a assistir a uma sequência de estreias da Fox, ABC, enfim, de grandes cadeias televisivas norte americanas que produziram grandes programas como o Lost e Prison Break (devo de admitir que estas são as minhas das favoritas dentro do género) e que tem sido um falhanço comercial completo, ainda não sei bem porquê… séries como “Flashforward” ou “The Event” começam com grande força, uma publicidade tremenda mas depois são canceladas por falta de audiências, dizem eles… Eu não sei se é bem assim, porque as histórias que servem de base a estas duas em concreto são bastante interessantes.

Eu tenho uma teoria: talvez não seja falta de criatividade mas sim uma questão de submissão às audiências. Ou seja, acho que tem tudo a ver com dinheiro! As séries tentam fazer concorrência directa com os reality shows e acaba por ser uma combate desleal. Porque o povo americano é burro! Os americanos gostam é de programas de caça de talentos, como o American idols. E o que me parece é que os produtores tentam criar séries que captem as audiências desses programas.

Francamente, não acho que seja por aí. Porque o americano que gosta de ver o “Fringe” não irá com certeza apreciar o “Dancing with the Stars”. Infelizmente, como a maioria dos americanos gosta é de “Carnaval”, resta-nos aguardar uma revolução dos cravos no mundo das séries americanas.

Enquanto isso, vou seguindo algumas sobreviventes que, na minha modesta opinião, ainda são séries de alguma qualidade: Modern Family, The Big Bang Theory, V, Criminal Minds e Fringe. Há com certeza mais, mas estas são as minhas eleitas no momento.

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ritacatita

Distraída por natureza, partilha um gosto particular por séries de TV desde muito nova. Entusiasta da Matemática, do universo Star Wars, adepta do SCP e seguidora dos ensinamentos do Mestre Yoda. Que a Força esteja convosco!

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6 Comentários em “Combate desleal”

  1. Honestamente, ainda não vi nenhuma das séries que falam, embora tenha ficado curioso. Infelizmente todo o meu tempo está a ser dedicado ao Universo Trekkie, nomeadamente com o ST Voyager.

    Quem me conhece, sabe que costumo acompanhar duas, três séries ao mesmo tempo, no máximo. Para além da que mencionei, estou a ver The Big Bang Theory e The Sarah Connor Chronicles (sim, eu sei que estou atrasado no tempo lol).

    Rita, sabes o que era mesmo catita? Star Trek Deep Space 9 😈

  2. Infelizmente também tenho de concordar contigo. Por isso ando à caça de mini séries para ocupar o tempo, casos do The Pillars of the Earth, Boardwalk Empire, etc.
    Outra série que me prendeu, embora seja muito à gajo, é o Spartacus. E da mesma cadeia saiu agora uma nova Camelot que ainda tenho de averiguar.

    BTW, dos mesmos gajos do PB começou agora mais uma série, Breakout Kings, na qual também irá entrar o T-Bag (não sei se será só uma aparição ou se é algo mais a sério).

  3. Rita, começaste atua participação com um tópico extremamente interessante. É um facto que temos assistido nos últimos anos a um investimento colossal nas séries de TV. Muitas delas acabam por ser canceladas, em seguimento das audiências (ou falta delas).

    Estamos numa fase em que a televisão segue as tendências, que são efectivamente os reality shows. Repara que programas como American Idol, Hell’s Kitchen, So You Think You Can Dance, etc são uma “mina de ouro” para as televisões, privadas ou não.

    Felizmente que temos canais de cabo que continuam a apostar em séries de ficção, mas na minha opinião vamos assistir a uma reversão muito em breve.

    Acredito que o futuro passe pela internet, com canais de conteúdo pré-pagos. Tens exemplos de séries que começaram como web episodes (Eureka, Sanctuary) e que conseguiram alcançar várias temporadas.

    Com a evolução desse mercado e a expansão de serviços como o Netflix ou o Hulu, penso que será mesmo uma questão de tempo.

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