Final Space T.3

A temporada anterior não me convenceu na totalidade, mas esta saga que envolve Invictus conseguiu rejuvenescer o meu interesse nas aventuras de Gary e Quinn. A equipa está “naufragada” no Final Space, uma dimensão paralela em que os Titãs se encontram aprisionados.

Com a ajuda de Bolo, os nossos heróis alcançam o Planeta Terra, que se encontra igualmente perdido nesta dimensão. Após localizarem Kevin Van Newton, o maior génio da robótica, a equipa aposta num plano que visa a criação de uma ponte hiper-dimensional, que lhes permitirá sair desta dimensão e manter Invictus prisioneiro.

Ao bom estilo da temporada original, a narrativa está repleta de imprevistos, com o ressurgimento de vilões e o sacrifício de várias personagens, no sentido de garantir a sobrevivência da equipa. Os pontos altos são Tribore e o seu filho Quatronostro, que são absolutamente hilariantes, bem complementado pelo humor habitual de Gary, KVN e H.U.E.

Vamos ser introduzidos a segredos do passado de Avocato, que terão uma importância fundamental no desfecho desta temporada, que é simplesmente soberba. Os dois últimos episódios estão incrivelmente bem conseguidos, com um equilíbrio entre ação e desenvolvimento de personagens, que nos deixam ansiosos pela quarta temporada, que lamentavelmente não está prevista no futuro imediato.

Espero sinceramente que Olan Rogers e a sua equipa consigam os apoios necessários para concluir esta história, que tem tudo para converter-se numa referência do género. Lamentavelmente, a série foi cancelada, não existindo planos para a criação da quarta temporada, que irá concluir o arco narrativo de Gary, Quinn e Mooncake!

Final Space T.2

Atrevo a dizer-me que Final Space foi a maior surpresa de séries de animação dos últimos anos. Claro que esse hype colocou uma responsabilidade enorme na segunda temporada, que apesar de ter muitos pontos positivos, é claramente inferior.

A narrativa retoma os eventos que resultaram no desaparecimento de Quinn e colocam o nosso herói numa corrida intergaláctica, com o objetivo de conquistar a sua liberdade (hummm, algo me soa a familiar).

Existem inúmeras alterações na equipa, com a adição de uma nova IA (Ava), a bordo da nave Crimson Light, que é tripulada por Clarence, Fox, e Ash. De regresso estão Little Cato, HUE, KVN, Mooncake e Nightfall, que irão ajudar Gary nas inúmeras aventuras desta temporada.

Preparem-se para novos inimigos, assim como para a redescoberta do passado de Gary, com revelações bombásticas e que serão relevantes para a narrativa. Os momentos cómicos continuam a cargo de Tribore, KVN e HUE, que são sublimes nessa tarefa mas a realidade é que a confusão narrativa dos primeiros episódios acaba por retirar alguma qualidade à temporada.

No entanto, parece-me importante ressalvar que os últimos episódios são muito bons, lançando a premissa para a inevitável batalha que irá ocorrer na terceira temporada, que deverá estrear em setembro de 2020.

Para concluir, recomendo que não desistam de Final Space nos primeiros episódios, dado que a segunda metade é francamente melhor e lança uma série de ideias que serão relevantes para os eventos futuros.

E claro, Gary continua a ser hilariante, embora num tom mais sério em alguns momentos.