Lisboa Games Week 2019

Pelo sexto ano consecutivo marquei presença na LGW, que continua a ter a FIL como palco central. O evento ocupa (uma vez mais) dois pavilhões e aglomera experiências de realidade virtual, palestras, workshops, torneios de eSports, divulgação de títulos indie e os inevitáveis blockbusters da Sony, Microsoft e Nintendo.

Na edição deste ano, houve poucas novidades no que diz respeito a expositores mas parece-me sempre importante destacar a presença da Nostalgica, que apresentou um stand diferente e com algumas componentes didácticas. Como vem sendo habitual, a faixa etária entre os 14-18 compareceu em força, ocupando a maior parte dos espaços dedicados a merchandising e lançamento de novos títulos.

Continua a ser fácil circular pelo recinto e assistir a torneios ou experimentar alguns jogos de tabuleiros, desde que evitem o fim de semana, que é claramente o pico da exposição. Na edição deste ano confesso que não encontrei muitos projetos do meu agrado, com excepção de A Horde Too Many, um título indie desenvolvido em Portugal e que aparenta ter enorme potencial.

Espalhado pelos dois pavilhões podem igualmente encontrar vários stands dedicados exclusivamente ao merchandising, com destaque para temas como Anime e Funko Pop, assim como alguns adereços de filmes da MCU e de outras franchises da cultura pop.

No global, a LGW é uma experiência interessante, embora tenha ficado com a clara sensação que a edição deste ano poderia ter apresentado mais diversidade. Talvez seja o facto de marcar presença em vários eventos semelhantes ao longo do ano mas, para mim, faltou o wow factor na edição de 2019.

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Comic Con 2019

A sexta edição da Comic Con realizou-se no Passeio Marítimo de Algés, à semelhança do ano anterior e juntou um cartaz muito interessante, repleto de diversidade e que apelava a todas as faixas etárias. Pessoalmente, estava particularmente entusiasmado com a presença de Tricia Helfer, a Six de Battlestar Gallactica mas por motivos pessoais, tive apenas disponibilidade de me deslocar ao evento no dia 15, Domingo.

Foi com alguma surpresa que foi confirmada a participação nesse dia de Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things, o que criou um hype mediático e que certamente impulsionou a venda de bilhetes. Posso afirmar com franqueza que nunca tinha visto o recinto tão cheio, o que sendo positivo para o evento, também expôs várias limitações e falhas na organização.

Ao trazer um nome tão sonante e que criou entusiamo na faixa etária entre os 8 e 16 anos seria expectável algum cuidado na preparação do painel. É por demais evidente que a lotação do VIP Stage não seria suficiente para os milhares presentes, o que originou longas horas em filas, ao calor sufocante de Verão e que resultou em inúmeras reclamações dos presentes. O mesmo ocorreu relativamente à sessão de autógrafos e fotos, que alegadamente estava limitada a 100 participações.

No que diz respeito ao recinto, existiram claramente mais atividades, das quais destaco os painéis de BD e algumas workshops relacionadas com gaming, TV e conteúdos multimédia. Os convidados presentes foram igualmente bem escolhidos, com destaque para Todd Stashwick, Benedict Wong, Joaquim de Almeida, Kevin McNally e Alexander Ludwig, para citar os mais relevantes.

Numa nota menos positiva, tenho de mencionar a decisão de juntar os expositores de artistas com as inúmeras bancas de venda ao público, o que congestionou de forma aberrante os visitantes, num espaço em que o calor era francamente intolerável.

Adicionalmente, existiam muito poucas zonas onde pudéssemos relaxar ou descansar as pernas, algo que é fundamental num evento desta dimensão. E claro, como em todos os eventos deste género, o preço da restauração é absolutamente pornográfico.

No global, apesar de existirem mais experiências, fiquei com a nítida sensação que a organização não estava preparada para um salto tão grande na escala da Comic Con. Gostaria de ter os números oficiais para confirmar esta afirmação mas posso garantir que a adesão foi muito superior a edições transactas. E foi extraordinariamente gratificante ver tantas famílias no evento, a serem fiéis ao que realmente apreciam em termos de cultura pop.

Mas entre os pontos positivos e negativos, terminei a minha presença invadido pelo mesmo sentimento de 2015, em que fiz um hiato de dois anos em termos de presença no evento. Sinto que se tornou demasiado comercial e que os painéis e os workshops disponíveis não justificam o preço do bilhete, que tem subido gradualmente. Seguem-se alguns meses de ponderação mas diria que é pouco provável que esteja presente na edição de 2020.

E vocês? Estiveram presentes? Caso pretendam, podem partilhar o vosso feedback na caixa de comentários.

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Lisboa Games Week 2018

O mês de Novembro marca a celebração da Lisboa Games Week, um evento que consagra a indústria dos videojogos e as suas inúmeras vertentes, dos quais destaco o retro gaming e o eSports, que me parecem representar de forma mais clara os pólos opostos.

Esta edição decorreu entre 15 e 18 de Novembro, ocupando dois pavilhões da FIL e proporcionando experiências diferentes em cada um dos dias. A minha visita decorreu na sexta-feira, cujo programa incidiu em dois torneios (FIFA e Fortnite) e vários sessões/palestras de robótica e game design.

Para além das atividades acima indicadas, existiram os habituais meet and greet com vários Youtubers nacionais, sem esquecer as diversas zonas comerciais e de restauração. Em termos de organização, a LGW é sem dúvida uma referência, sendo bastante simples circular pelo espaço e usufruir das diversas experiências.

No que diz respeito ao recinto, destaque para a zona retro, que continua a proporcionar uma experiência única, sendo um dos meus espaços de eleição. Nota igualmente muito positiva para a zona reservada aos jogos indie, que permitiram ao público tomar conhecimento de projetos como La Mulana 2 e John Mambo, entre muitos outros.

Para os adeptos de diversidade, não podia faltar o cosplay, as sessões de wrestling e algumas experiências radicais que se encontram disponíveis ao longo dos dois pavilhões, sem esquecer a possibilidade de testar os videojogos mais recentes e adquirir alguns produtos de gaming a valores mais competitivos.

No entanto, nem tudo são rosas. Sinto que esta edição sofreu do “síndrome Comic Con”, que pela primeira vez se realizou em Lisboa e condicionou, na minha opinião, a presença de alguns dos expositores habituais. Esta foi a minha quinta presença neste evento e senti que o espaço estava mais vazio, o que é desapontante, sobretudo se pensarmos que o bilhete deste ano subiu para os 12 euros.

Para terminar, quero apenas salientar que a LGW continua a ter a minha confiança, embora existam claros pontos de melhoria. Apesar de compreender a necessidade de rentabilizar o evento e agradar aos patrocinadores, é fundamental não esquecer a essência deste evento, que passa por divulgar projectos e promover a troca de ideias e inovação da indústria de videojogos no nosso cantinho à beira mar plantado.

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