Comic Con 2019

A sexta edição da Comic Con realizou-se no Passeio Marítimo de Algés, à semelhança do ano anterior e juntou um cartaz muito interessante, repleto de diversidade e que apelava a todas as faixas etárias. Pessoalmente, estava particularmente entusiasmado com a presença de Tricia Helfer, a Six de Battlestar Gallactica mas por motivos pessoais, tive apenas disponibilidade de me deslocar ao evento no dia 15, Domingo.

Foi com alguma surpresa que foi confirmada a participação nesse dia de Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things, o que criou um hype mediático e que certamente impulsionou a venda de bilhetes. Posso afirmar com franqueza que nunca tinha visto o recinto tão cheio, o que sendo positivo para o evento, também expôs várias limitações e falhas na organização.

Ao trazer um nome tão sonante e que criou entusiamo na faixa etária entre os 8 e 16 anos seria expectável algum cuidado na preparação do painel. É por demais evidente que a lotação do VIP Stage não seria suficiente para os milhares presentes, o que originou longas horas em filas, ao calor sufocante de Verão e que resultou em inúmeras reclamações dos presentes. O mesmo ocorreu relativamente à sessão de autógrafos e fotos, que alegadamente estava limitada a 100 participações.

No que diz respeito ao recinto, existiram claramente mais atividades, das quais destaco os painéis de BD e algumas workshops relacionadas com gaming, TV e conteúdos multimédia. Os convidados presentes foram igualmente bem escolhidos, com destaque para Todd Stashwick, Benedict Wong, Joaquim de Almeida, Kevin McNally e Alexander Ludwig, para citar os mais relevantes.

Numa nota menos positiva, tenho de mencionar a decisão de juntar os expositores de artistas com as inúmeras bancas de venda ao público, o que congestionou de forma aberrante os visitantes, num espaço em que o calor era francamente intolerável.

Adicionalmente, existiam muito poucas zonas onde pudéssemos relaxar ou descansar as pernas, algo que é fundamental num evento desta dimensão. E claro, como em todos os eventos deste género, o preço da restauração é absolutamente pornográfico.

No global, apesar de existirem mais experiências, fiquei com a nítida sensação que a organização não estava preparada para um salto tão grande na escala da Comic Con. Gostaria de ter os números oficiais para confirmar esta afirmação mas posso garantir que a adesão foi muito superior a edições transactas. E foi extraordinariamente gratificante ver tantas famílias no evento, a serem fiéis ao que realmente apreciam em termos de cultura pop.

Mas entre os pontos positivos e negativos, terminei a minha presença invadido pelo mesmo sentimento de 2015, em que fiz um hiato de dois anos em termos de presença no evento. Sinto que se tornou demasiado comercial e que os painéis e os workshops disponíveis não justificam o preço do bilhete, que tem subido gradualmente. Seguem-se alguns meses de ponderação mas diria que é pouco provável que esteja presente na edição de 2020.

E vocês? Estiveram presentes? Caso pretendam, podem partilhar o vosso feedback na caixa de comentários.

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Comic Con 2018

As duas últimas edições da Comic Con não contaram com a minha presença, dado que tinha dificuldade em justificar o investimento financeiro face ao retorno associado. No entanto, a mudança para o Passeio Marítimo de Algés fez-me regressar ao evento, motivo pelo qual resolvi partilhar a minha experiência, com este artigo.

Aproveitei o facto de estar de férias para estar presente na sexta-feira, dia 7, evitando o frenesim do fim de semana, o que permitiu ver com maior detalhe tudo o que recinto oferece. A primeira grande diferença face à Exponor é o facto de ser numa zona aberta, embora se mantenham os pavilhões e tendas dedicadas ás mais diversas temáticas.

Existem inúmeras lojas onde podem adquirir prints, beads, figuras, estátuas, livros e tudo o que possam imaginar dentro da temática da cultura pop. Temos igualmente exposições, das quais destaco a Nostalgica e os BattleBots, onde podemos assistir a lutas entre robots, o que para mim, é sempre apelativo.

Existem várias zonas lounge que permitem um descanso para as pernas, assim como a possibilidade de refrescar ou saciar a sede. Se preferem experiências relacionadas com cinema e séries, podem assistir ao piloto de algumas novidades da AMC e da Fox, assim como gastar muito dinheiro em estátuas (a HyperToys é uma perdição).

Pessoalmente, optei por estar presente em dois dos três painéis do dia, mais concretamente o de Nicholas Holt e Dan Fogler, que proporcionaram momentos hilariantes e captaram a minha atenção.´

No geral, considero a experiência positiva, apesar de existirem claros pontos de melhoria. A zona de restauração é limitada e apresenta preços proibitivos e o espaço escolhido pode tornar-se uma verdadeira sauna, em dias de mais calor. No que diz respeito ao cartaz, apesar de ter alguns nomes sonantes, continua a ficar aquém das minhas expectativas.

Vou aguardar para confirmar os números oficiais mas diria que a adesão em termos de público foi menor do que as edições no Porto. Em suma, se estão na zona de Lisboa, sugiro a visita embora me pareça que ainda existe um longo caminho a percorrer para atingir o patamar de qualidade das primeiras edições.

Para terminar, deixo-vos alguns momentos do evento e convido-vos a partilhar a vossa opinião.

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Comic Con 2015

A primeira edição da Comic Con Portugal foi um êxito, criando implicações que elevaram as minhas expectativas para 2015. Voltei a adquirir os bilhetes em Julho, o que me demonstra a minha confiança no sucesso do evento e as primeiras novidades eram sem dúvida muito interessantes. No entanto, com o passar dos meses, os meus níveis de stress aumentaram e fui invadido por uma sensação que me fazia antever um fail de proporções épicas.

Saí de casa no Domingo, dia 6, por volta das 7:30, para uma viagem de sensivelmente três horas, que correu dentro da normalidade. Ao chegar à Exponor, fiquei agradavelmente surpreendido pela presença assinalável de público mas rapidamente percebi que alguns dos meus piores receios se tinham tornado realidade: Maior nem sempre significa Melhor. Há que assinalar que a organização deste ano foi francamente superior, com entradas céleres e com as várias zonas de entretenimento bem demarcadas. A oferta em termos de restauração estava a anos luz em relação a 2014, o que é excelente. Mas parece-me agora importante abordar os pontos menos positivos: a área de memorabilia foi uma sombra do ano passado, em que se destacou uma exposição fantástica com vários props de filmes icónicos. Em 2015 tivémos direito a um TIE Fighter e ao Delorean mas tudo o resto foi insípido e francamente mal aproveitado.

Relativamente a painéis, esta edição foi para mim uma desilusão completa, tal o deserto de presenças que chamassem a minha atenção, excepção feita a John Noble, que infelizmente apenas esteve disponível no Sábado. A terceira zona, reservada a gaming e a alguns stands, foi provavelmente a mais bem conseguida, dado que pude assistir a um desfile Star Wars e a algumas demonstrações de jogos indie e torneios de Hearthstone.

Considero que do ponto de vista de entretenimento, a edição de 2014 foi claramente superior. Este ano houve claramente uma preocupação em ter mais espaço ocupado, sobretudo com merchandising e tecnologia mas na minha opinião essa não é a génese da Comic Con. Para alguém como eu, que faz 600 km, com os  gastos em alimentação, portagens e combustível, é necessário aquela recompensa extra, que apenas pode ser atingida com painéis de qualidade.

É evidente que no global a experiência é positiva, pelas horas de diversão com amigos, os contactos estabelecidos e o simples facto de estar num ambiente que para mim é agradável. Mas após ponderar os prós e contas, chego à conclusão que este ano não valeu a pena o meu esforço. Por esse motivo, dificilmente estarei na edição de 2016, excepto se corrigirem as lacunas que mencionei.

Antes de terminar, parece-me importante frisar que este tipo de eventos em Portugal está no início, sendo natural que se cometam erros. Convido-vos a visitar a Comic Con e tirarem as vossas próprias ilações. O texto que escrevi representa única e exclusivamente a minha experiência e espero obter o feedback habitual da vossa parte, na caixa de comentários. Como sempre, eis uma mini-galeria de fotos com alguns dos destaques.

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