Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

War for The Planet of the Apes

Já salientei em diversas ocasiões que o meu backlog de filmes, séries e jogos é extenso mas isso não me impede de ir partilhando conteúdo, sempre que possível. Desta vez, consegui (finalmente) desbloquear a agenda para ver o terceiro filme do reboot da saga Planeta dos Macacos.

A narrativa transporta-nos dois anos após os eventos de Dawn of the Planet of the Apes, em que Caesar e a sua tribo são perseguidos por um grupo de elite militar, denominada Alfa Omega,. Após um raid nocturno, a esposa e filho de Caesar são assassinados por The Coronel, o líder dessa força militar, dando início a uma derradeira missão de vingança.

Caesar segue na direção do quartel general dos Alfa Omega, na companhia de Cornelius, Rocket, Maurice e Luca. Ao longo da viagem, numa paragem por uma cidade abandonada, encontram um militar, que acaba por ser assassinado, numa ação de auto-defesa. Ao explorarem a sua casa, encontram uma menina, Nova, que é incapaz de falar, algo que estará relacionado com o vírus Simian Flu e que contextualiza os eventos que ocorrem nos filmes originais, em que a raça humana regrediu na sua capacidade de comunicação e inteligência.

Como é habitual, vou revelar o mínimo possível em termos de narrativa, mas posso adiantar que Caesar e o seu grupo vão encontrar Bad Ape, um macaco sobrevivente do Jardim Zoológico e que consegue possui o dom da fala. Numa missão de patrulha, Luca morre e Caesar é capturado, acabando por ser levado para o acampamento, onde encontra a sua tribo, que claramente não conseguiu escapar da floresta, após os eventos do primeiro acto do filme.

Na tentativa de quebrar o espírito da tribo, The Coronel tortura Caesar, tentando que terminem um gigantesco muro, que terá um propósito muito específico. Os símios optam por uma estratégia interessante, sustentada nas ações de Maurice, Nova e Bad Ape, que permanecem escondidos na proximidade do complexo militar.

Após uma missão de resgate bem sucedida, segue-se a revolta da tribo, que coincide com um ataque humano ás instalações militares de The Coronel. A batalha está muito bem conseguida e termina com um sacrifício inesperado, que permite a fuga de grande parte dos macacos aprisionados.

O filme termina com um diálogo poderoso entre Caesar e Maurice, que abre algumas opções para um quarto filme, que está claramente nos planos da Disney, a acreditar nos rumores mais recentes. No global, gostei do filme, que peca apenas por ser demasiado extenso. O CGI é fabuloso e o casting fenomenal, com destaque para o incrível Andy Serkis, que conta com o apoio de Steve Zahn, Woody Harrelson e Judy Greer.

Mediano
73%

Spenser Confidential

Inspirado na obra de Ace Atkins,  este filme narra as aventuras de Spenser, um ex-polícia de Boston, que passa cinco anos na patrão após agredir o seu capitão. Os primeiros quinze minutos descrevem precisamente os pormenores que originaram esse desfecho, introduzindo Henry Cimoli, Hawk e Cissy Davis, as três personagens secundárias que irão acompanhar o nosso “herói”.

No dia a seguir à sua libertação, o Capitão John Boylan é brutalmente assassinado, alegadamente pelo Detective Graham, que aparenta ter cometido suicídio, deixando a sua filha e esposa numa situação financeira complicada. Spenser começa a investigar este caso e rapidamente descobre omissões claras, que o fazem acreditar num encobrimento ao mais alto nível.

Como podem facilmente depreender, a narrativa é simples, embora esteja repleta de ação e muito humor, o que torna este projecto numa experiência agradável. Dito isto, não esperem grandes interpretações ou desenvolvimento de personagens.

O terceiro acto do filme tem uma entrada épica em Wonderland, local em que vai decorrer a batalha final e que irá lançar a premissa para a sequela, que está programada para o final deste ano.

Caso sejam subscritores de Netflix, este é um título que pode interessar-vos, caso procurem um filme de ação, que vos entretenha durante aproximadamente 2 horas.

Mediano
68%

Resident Evil: Infinite Darkness

Leon e Claire Redfield estão de regresso para mais uma aventura do universo Resident Evil. A narrativa decorre entre o espaço temporal do quarto e quinto jogo, no ano de 2006. O primeiro acto tem início em Penamstan, uma zona de guerra onde ocorre uma infestação de zombies.

Começamos por acompanhar os Mad Dogs, uma unidade militar que se vê encurralada pelos zombies, na tentativa de resgatar sobreviventes. A narrativa avança deliberadamente seis anos, sem pormenores adicionais acerca do desfecho da operação. Jason, o antigo líder dos Mad Dogs, está na Casa Branca para receber os detalhes para a sua nova missão, que consiste em identificar os responsáveis por um ataque cibernético a ficheiros do Governo Americano.e

Leon é igualmente escolhido para fazer parte desta equipa, que conta ainda com Shen May, uma militar com ligações a Jason. Para complicar ainda mais a situação, ocorre um ataque biológico na Casa Branca, com claras semelhanças ao T-Vírus, o que adensa ainda mais o mistério em redor da conspiração.

A animação CGI da Quebico é fabulosa, embora apresente algumas incongruências no movimento dos lábios e das pernas. Dito isto, as cenas de ação estão bem conseguidas mas o enredo é bastante previsível, o que retira alguma qualidade ao produto final. Gostaria igualmente que Claire tivesse um papel mais relevante na narrativa, que é claramente focada em Leon, mas o terceiro acto consegue redimir parcialmente algumas das lacunas identificadas.

Infinite Darkness tem um final aberto, que tem potencial para revelar mais pormenores acerca da conspiração e da ligação à Tricell.