Tower Of God T.1

Esta adaptação da manhwa de S.I.U. tem uma temporada inicial muito interessante e que acompanha as aventuras de Twenty-Fifth Bam.

O mundo introduzido é distópico e assenta numa gigantesca Torre, que alberga inúmeros desafios. Bam passou a sua curta vida habitando as cavernas por debaixo da estrutura, na companhia de Rachel. Após o seu misterioso desaparecimento, decide entrar na Torre, com o objetivo de subir até ao topo.

Esta é a premissa de Tower of God, que assenta numa competição em que apenas os mais astutos conseguem desvendar os segredos da Torre.

Lentamente, Bam vai recrutando aliados para a sua causa, que se sentem atraídos pela sua genuinidade e inocência. Tomamos igualmente conhecimento do Shinsu, um elemento mágico que é utilizado e dominado por alguns das espécies que habitam a Torre. Os testes são focados na força física, trabalho em equipa e inteligência, com o objetivo de qualificar apenas os mais fortes para o piso seguinte.

Existem designações distintas, mais especificamente os Regulars, que são os concorrentes escolhidos para a tarefa, os Irregulars, que são anomalias raras que conseguem entrar na Torre e os Rankers, que essencialmente são Regulars que alcançaram o topo e servem King Jahad, o líder das Ten Great Families, que habitam o último piso.

O anime está bem conseguido e introduz várias personagens interessantes, das quais destaco Khun, Anaak e Rak Wraithraiser. O enquadramento deste universo é realizado de forma lenta e subtil, precisamente com o intuito de nos surpreender, no final da temporada, com um momento que irá alterar a dinâmica da narrativa.

Mas essa será uma análise a realizar no artigo acerca da segunda temporada. No imediato, fica a minha recomendação para este surpreendente anime.

E chegámos a meio de 2026!

Este ano começou a um ritmo lento mas os últimos meses passaram num ápice. No que diz respeito a família, tem sido um período complicado, com algumas más notícias. Como sabem, gosto de ser positivo e foco-me no que consigo controlar, o que é fundamental para a gestão das emoções.

Estamos finalmente no verão, após um inverno estranho, com tempestades atípicas e que tantos prejuízos causaram por este país. Está a decorrer o Campeonato do Mundo e veremos se é desta que a nossa seleção consegue finalmente conquistar o troféu.

Desde a última actualização consegui terminar algumas séries, jogos e livros, o que é igualmente fundamental para a minha sanidade mental. Apesar de ainda não ter comprado qualquer jogo para a Switch 2, tenho bastantes títulos da original no backlog. Assim sendo, tive a oportunidade de concluir Gris e Huntdown, dois jogos curtos, que terminei em cerca de 8 a 9 horas.

O primeiro é uma experiência visual incrível, em que acompanhamos uma jovem que tenta lidar com a perda da sua mãe. Os níveis correspondem aos diversos estados da dor, até conseguirmos (literalmente) recuperar a voz e seguir em frente. Huntdown é uma homenagem à era 16 bit, em que controlamos um caçador de recompensas, que é contratado para eliminar uma panóplia de líderes criminosos. A narrativa é simples mas a jogabilidade é incrível, convertendo este jogo numa recomendação para todos aqueles que cresceram na era 16 bit.

Os anime são outra das minhas paixões no momento, muito por “culpa” do Crunchyroll, que tem uma oferta incrível. Contem com artigos sobre estas séries, mas posso adiantar que concluí Nier Automata, a terceira temporada de Doctor Stone, a segunda temporada de Tower of God e as duas primeiras temporadas de Star Blazers, um clássico de 1979.

As séries têm ficado relegadas para um papel secundário, mas consegui terminar a quarta e quinta temporada de Star Trek Discovery, que conclui as aventuras da Capitã Burnham. Para terminar, o meu Kobo continua a ter bastante uso, permitindo a conclusão de Hyperion, Jujutsu Kaisen e dois livros de The Witcher, mais especificamente House of Glass e Curse of Crows.

De uma forma sucinta, foi assim que passei o último trimestre. Contem com nova atualização em setembro, que deverá ser focada nos mesmos tópicos. Nessa altura teremos o regresso da NBA e certamente terei algo para falar acerca dos Lakers. E já agora, parabenizar os Knicks, que alcançaram a dobradinha e foram de facto incríveis na final frente aos Spurs.

Dandadan T.2

Após um início auspicioso, a minha expectativa era elevada e confesso não ter ficado desapontado. A temporada arranca com a introdução da família Kito, que tem uma estranha ligação a Tsuchinoko, uma criatura que faz parte do folclore nipónico.

Com o auxílio de Jiji e Okarun, Momo vai tentar desvendar este mistério, que se revela fulcral para a narrativa desta segunda temporada. Sem revelar pormenores, Jiji vai converter-se num repositório humano para Evil Eye, um espírito poderoso que pretende destruir a Humanidade.

Após uma batalha épica, em que temos a intervenção de Mantis Shrimp, Seiko e Taro, a equipa regressa a casa, com o objetivo de libertar Jiji da influência desta entidade.

Como é apanágio, o humor é uma constante, bem complementado pela evolução da relação entre Momo e Okarun, introduzindo uma dinâmica diferente para a segunda metade da temporada.

Segue-se uma tentativa de exorcismo e o início do treino de Okarun, que tem em Turbo Granny a sua mentora. Estes dois episódios, são, na minha opinião, os melhores desta temporada, que consegue ser superior à original.

Nos derradeiros episódios, temos a introdução de Kinta, um otaku que tenta compreender o motivo pelo qual Okarun é tão popular com o sexo oposto. Escusado será dizer que as suas interações são hilariantes, convertendo esta personagem numa espécie de comedy relief.

O último episódio conclui com a vitória da nossa equipa, que consegue derrotar um Kaiju. Ficamos a saber que a criatura era controlada por uma jovem, que beija Okarun. deixando Momo à beira de um ataque de nervos.

Dandadan, no papel, tem tudo para ser um desastre, mas consegue ser um dos animes mais surpreendentes de 2025. Recomendo igualmente a manga, que vai no volume 16 à data de publicação deste artigo.