Infinite

Baseado na obra de Eric Maikranz, Infinite aborda um mundo em que determinados indivíduos conseguem reencarnar, mantendo as mem?rias e conhecimento prévio. Existem duas fações, que acreditam em ideologias distintas e que batalham entre si para preservar este modo de existência.

O primeiro acto introduz Evan McCauley, que tenta reentrar na sociedade, após ter sido diagnosticado com esquizofrenia. Evan tem vasto conhecimento sobre inúmeras matérias e procura respostas, algo que acaba por encontrar quando é capturado pela polícia e interrogado por Bathurst, que alega conhecê-lo literalmente há séculos.

É nesta fase que Nora Brightman realiza uma operação de salvamento arrojada, explicando a Eric que na realidade é um membro dos Believers, que estão em batalha pelo destino da sua raça. Do outro lado, estão os Nihilists, liderados por Bathurst, que pretendem terminar o ciclo e converter todos em mortais.

Ficamos igualmente a saber que apenas Eric, que na realidade é Heinrich Treadway, tem conhecimento do local onde se encontra The Egg, o artefacto que permite aos Nihilists alcançar o seu objetivo. O segundo acto foca-se no passado e na recuperação das memórias do nosso herói. As cenas de ação estão bem conseguidas e o filme tem o ritmo apropriado mas Infinite nunca consegue atingir um patamar que catapulte este projecto para algo memorável.

Existem conceitos interessantes, que são aproveitados de forma competente, mas existe muito potencial que não foi explorado. A nível de casting, destacaria sobretudo as personagens do passado (1985), nomeadamente Dylan O’Brien, Rupert Friend e a portuguesa Joana Ribeiro. Os nomes mais sonantes (Mark Wahlberg e Chiwetel Ejiofor),  à semelhança do enredo, acabam por ficar abaixo das minhas expectativas. `

Mediano
67%

Resident Evil: Infinite Darkness

Leon e Claire Redfield estão de regresso para mais uma aventura do universo Resident Evil. A narrativa decorre entre o espaço temporal do quarto e quinto jogo, no ano de 2006. O primeiro acto tem início em Penamstan, uma zona de guerra onde ocorre uma infestação de zombies.

Começamos por acompanhar os Mad Dogs, uma unidade militar que se vê encurralada pelos zombies, na tentativa de resgatar sobreviventes. A narrativa avança deliberadamente seis anos, sem pormenores adicionais acerca do desfecho da operação. Jason, o antigo líder dos Mad Dogs, está na Casa Branca para receber os detalhes para a sua nova missão, que consiste em identificar os responsáveis por um ataque cibernético a ficheiros do Governo Americano.e

Leon é igualmente escolhido para fazer parte desta equipa, que conta ainda com Shen May, uma militar com ligações a Jason. Para complicar ainda mais a situação, ocorre um ataque biológico na Casa Branca, com claras semelhanças ao T-Vírus, o que adensa ainda mais o mistério em redor da conspiração.

A animação CGI da Quebico é fabulosa, embora apresente algumas incongruências no movimento dos lábios e das pernas. Dito isto, as cenas de ação estão bem conseguidas mas o enredo é bastante previsível, o que retira alguma qualidade ao produto final. Gostaria igualmente que Claire tivesse um papel mais relevante na narrativa, que é claramente focada em Leon, mas o terceiro acto consegue redimir parcialmente algumas das lacunas identificadas.

Infinite Darkness tem um final aberto, que tem potencial para revelar mais pormenores acerca da conspiração e da ligação à Tricell.