Dragon’s Dogma

Esta ONA (original net animation) é baseada no jogo da CAPCOM e leva-nos ao mundo de Gransys, onde conhecemos Ethan, a sua mulher e Louis, um jovem órfão, que vivem nas montanhas. O primeiro episódio apresenta-nos a história triste de Ethan, que perde a sua família, após a cidade ser atacada por um dragão. Adicionalmente, o seu coração é removido, dando início a uma maldição que vai alimentar a narrativa desta série.

Ethan é ressuscitado por Hannah, uma Pawn, convertendo-se num Arisen, cujo objetivo é matar o dragão e manter um ciclo mágico que ocorre há várias eras. Os sete episódios seguintes de Dragon’s Dogma acompanham as aventuras de Hannah e Ethan, representando os sete pecados mortais, algo que será fundamental para o desfecho desta aventura.

Ao longo da série, o sobrenatural é uma constante, com a presença de goblins, griffins, hydras, lich e até um vampiro. A animação e o casting é competente, mas não consegue transportar-me para este universo mágico, em que os humanos tentam ultrapassar um cenário em que as probabilidades de sucesso são extremamente reduzidas.

Confesso que o desfecho, na Tainted Mountain, é o ponto alto da série, que no global, consegue ser interessante mas pouco memorável. Em conclusão, apesar de não conseguir recomendar este projeto de Shinya Sugai, fica a menção a mais uma adaptação da CAPCOM, que continua a ter em Resident Evil a sua franquia mais forte em termos de animação.

Monster Hunter

Um dos meus dark horse para 2021 foi esta adaptação de mais um clássico da CAPCOM. Tendo em conta o género e a sua fraca taxa de sucesso, optei por entrar com expectativas muito baixas para este projeto.

A adaptação é extremamente livre e foca-se na Capitã Artemis, uma capitã dos Rangers que está numa missão de salvamento das Nações Unidas. Uma estranha tempestade transporta a sua equipa para outro planeta ou dimensão, apelidada de New World, em que estranhas criaturas estão no topo da cadeia alimentar.

O primeiro acto é repleto de ação e mostra a dizimação dos Rangers, cujos sobreviventes acabam por ser aprisionados por uma clã Nerscylla, que são essencialmente gigantescas aranhas. Paralelamente, somos introduzidos a outro sobrevivente deste planeta, que, de forma relutante, acaba por formar uma parceria improvável com a Capitã Artemis, no sentido de derrotar Diablos, um estranho monstro que habita nas areias do planeta.

Monster Hunter, na minha opinião, não consegue ocupar aquela posição de guilty pleasure, apesar do terceiro acto estar repleto de ação. Diria que a adaptação não favorece a narrativa, tornando a experiência algo monótona e com poucos momentos em que nos identificamos com as personagens. Adicionalmente, o CGI em alguns pontos é francamente terrível, o que faz pouco sentido face ao orçamento de 60 milhões.

O acto final introduz Gore Magala e Wyvern, numa batalha épica na Sky Tower, em que os nossos heróis tentam derrotar o monstro e garantir que a Capitã Artemis regressa ao seu planeta.

Existem algumas cenas “típicas” de Paul W.S. Anderson, que tentam lançar a premissa para uma sequela, que não vai garantidamente ocorrer, face ao terrível resultado de bilheteira. Milla Jovovich, Ron Pearlman e Tony Jaa não são motivo suficiente para tornar este filme numa experiência agradável e que consiga recomendar. Confesso que as minhas apostas para 2021 se revelaram verdadeiras desilusões, mas acredito que este mês o cenário pode ser bem diferente.

Mediano
60%

Devil May Cry

Em 2007, a CAPCOM criou uma parceria com a Madhouse, para criar o anime de Devil May Cry, uma das suas principais franchises.

Dante é um híbrido humano/demónio que tem uma predileção por ingerir pizza e sundaes de morango em doses industriais. Mas o seu principal vício é caçar demónios ou aceitar trabalhos que envolvam lutar contra o supernatural. Os doze episódios desta série apresentam-nos várias personagens, com destaque para JD Morrison, Patty Lowell, Lady, Trish e Sid.

A ação decorre entre o primeiro e segundo jogo desta franchise e é composta por diversos episódios one-shot, aliados a um arco narrativo que engloba os episódios 1, 11 e 12. A personagem de Dante sofre um desenvolvimento significativo, mostrando a sua faceta humana e de preocupação com os seus amigos, bem complementado com momentos humorísticos.

Torna-se complexo falar desta série sem partilhar detalhes, mas contem com uma narrativa fluída, assente em elementos sobrenaturais, mas que consegue criar uma ligação com o espectador. As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com a dose qb de violência, tornando esta série numa experiência agradável e que tem um final satisfatório, embora aberto.

Caso pretendam investir tempo, recomendo a sua visualização através do Netflix.