A Muralha da China é uma das Sete Maravilhas do Mundo e faz parte do imaginário de várias histórias e lendas chinesas. Esta mega produção, realizada por Zhang Yimou, traz-nos a história de um grupo de mercenários, que procuram confirmar a existência de um pó negro (pólvora), com capacidades bélicas inigualáveis.
A narrativa situa-se no auge da Dinastia Song, abordando o ressurgimento dos Taotie, uma raça proveniente de um cometa e que ataca em períodos de sessenta anos, para castigar o Imperador pela sua ganância.
Matt Damon é William, um mercenário que lutou por várias bandeiras e crenças, sendo acompanhado pelo seu amigo Tovar. Ao serem capturados pelo Exército da Ordem sem Nome, os nossos anti-heróis vão ser confrontados com uma batalha sangrenta, contra um inimigo brutal e que procura ultrapassar a muralha, de forma a dizimar a Capital e o Imperador.
Visualmente, o filme tem uma excelente fotografia, assim como muito CGI, mas consegue ser competente, apresentando algum engenho e criatividade na forma como retrata o General Shao, o Estratega Wang e todo o exército. Como não podia deixar de ser, há uma notória sensação de dever e honra, com os habituais sacrifícios de cliché, aliada a excelentes coreografias de batalha.
Em suma, The Great Wall é um filme repleto de acção, com pouca preocupação com o enredo ou desenvolvimento de personagens. Está longe de ser brilhante, mas se procuram um verdadeiro “filme-pipoca” , esta é uma boa escolha.
Hugo Cardoso
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