The Great Wall

A Muralha da China é uma das Sete Maravilhas do Mundo e faz parte do imaginário de várias histórias e lendas chinesas. Esta mega produção, realizada por Zhang Yimou, traz-nos a história de um grupo de mercenários, que procuram confirmar a existência de um pó negro (pólvora), com capacidades bélicas inigualáveis.

A narrativa situa-se no auge da Dinastia Song, abordando o ressurgimento dos Taotie, uma raça proveniente de um cometa e que ataca em períodos de sessenta anos, para castigar o Imperador pela sua ganância.

Matt Damon é William, um mercenário que lutou por várias bandeiras e crenças, sendo acompanhado pelo seu amigo Tovar. Ao serem capturados pelo Exército da Ordem sem Nome, os nossos anti-heróis vão ser confrontados com uma batalha sangrenta, contra um inimigo brutal e que procura ultrapassar a muralha, de forma a dizimar a Capital e o Imperador.

Visualmente, o filme tem uma excelente fotografia, assim como muito CGI, mas consegue ser competente, apresentando algum engenho e criatividade na forma como retrata o General Shao, o Estratega Wang e todo o exército. Como não podia deixar de ser, há uma notória sensação de dever e honra, com os habituais sacrifícios de cliché, aliada a excelentes coreografias de batalha.

Em suma, The Great Wall é um filme repleto de acção, com pouca preocupação com o enredo ou desenvolvimento de personagens. Está longe de ser brilhante, mas se procuram um verdadeiro “filme-pipoca” , esta é uma boa escolha.

The Martian

Com o final de 2015, tive finalmente a oportunidade de colocar alguns filmes em dia. The Martian, realizado por Ridley Scott, estava no topo da lista, pelo que está na altura de partilhar a minha experiência convosco.

Mark Watney é um dos membros da mais recente missão a Marte, que é interrompida quando o planeta é assolado por uma forte tempestade. A caminho da nave, Mark é atingido por destroços e é dado como morto, ficando abandonado no planeta vermelho. A partir desta altura, inicia-se uma batalha pela sobrevivência, com a necessidade de interligar a ciência com a capacidade de manter a sanidade mental.

A especialidade de Witney é a botânica, o que se revela essencial para o seu plano de subsistência, que consiste em criar uma estufa e plantar batatas, prolongando as suas possibilidades de atingir um local de extracção e comunicar à NASA o seu paradeiro. Sem colocar muitos spoilers, o nosso herói acaba por conseguir utilizar a Pathfinder para transmitir uma mensagem para a Terra, iniciando-se uma corrida contra o tempo, na tentativa de resgatar o astronauta.

A narrativa está bem conseguida, embora por vezes seja algo previsível. O elenco é sólido, com destaque para Matt Damon, Jessica Chastain, Jeff Daniels, Chiwetelu Ejiofor e Sean Bean. Considero que o filme acaba por ser demasiado longo (144 minutos) mas ganha pontos nalguns momentos geniais, tais com a alusão ao Senhor dos Anéis e à música dos anos 80, que é proeminente.

No global, The Martian é um bom filme, que consegue relatar a experiência de solidão e de sobrevivência no limite, suportada numa boa interpretação de Matt Damon. No entanto, discordo do hype que se gerou em redor deste projecto, que é francamente inferior a Gravity ou Interstellar.

The Bourne Ultimatum

A julgar pelas declarações do realizador Paul Greengrass, esta trilogia terá chegado ao fim. E são três filmes de acção, bem conseguidos, com excelentes coreografias de luta e um enredo cativante. Não sou fã de Matt Damon, bem pelo contrário, mas a realidade é que entrou muito bem na pele de “Jason Bourne”, um assassino criado pela CIA.

O seu objectivo é recordar o passado, apagado de forma a proteger a sua identidade. Neste terceiro filme, destaque para a participação de Scott Glenn e o ressurgimento de Julia Stiles. Não há muito mais a dizer, quem gostou de Bourne Identity e Supremacy, vai certamente ficar cativado com o culminar da trilogia.

É sempre interessante ser surpreendido por algo que não despertava curiosidade, mas a realidade é que esta saga fica muito bem cotada, no que diz respeito a filmes de acção.