Em 1982, TRON estreou nas salas de cinema e apesar de não ter sido um grande sucesso comercial, conseguiu marcar uma geração. Vinte e oito anos depois temos finalmente a sequela, com nova participação de Jeff Bridges e Bruce Boxleitner, o que é verdadeiramente épico.
O hype em redor do filme tinha vindo a aumentar nos últimos dois anos, quando surgiram as primeiras imagens na internet e na CES. Como é normal, neste tipo de projectos fica sempre a preocupação do CGI ser o ponto principal de interesse, mas a Disney conseguiu manter o equilíbrio, como vão poder constatar.
TRON Legacy transporta-nos de volta à Rede e acompanha a viagem de Sam Flynn, na tentativa de resgatar o seu pai Kevin Flynn (Jeff Bridges), que continua a batalhar com CLU, o programa que tenta criar o sistema perfeito. Rapidamente nos apercebemos que a Rede evoluiu para uma sociedade repressiva, com regras rígidas e com uma organização extrema, mas que atingiu o seu limite.
A narrativa aborda com insistência a luta entre a perfeição (CLU) e o improviso humano (utilizadores), muito à semelhança do primeiro filme. Aliás, uma das principais críticas a realizar é precisamente a falta de inovação em termos de enredo, chegando a tornar-se previsível e repetitivo. A inexistência de 3D é outro factor que me irrita, não pela tecnologia em si (que abomino) mas pelo facto de cobrarem 2 euros por algo que não melhora minimamente a experiência.
A banda sonora dos Daft Punk é absolutamente soberba e eleva Tron a um patamar superior. A sonoridade encaixa perfeitamente neste mundo de motociclos e fatos luminosos e complementa a narrativa de forma quase perfeita. Aliás todo o mundo da Rede está especialmente bem representado, com um guarda roupa digno e um ambiente muito high tech.
Confesso que o filme é bem melhor do que estava à espera, apesar dos pontos negativos que frisei. Tenho quase a certeza, que à semelhança do original, apenas irá apelar a um público alvo específico, mas recomendo claramente uma ida ao cinema. E com este artigo provei que consigo falar objectivamente sobre o filme, sem mencionar a espantosa, deusa… Olivia Wilde.
Hugo Cardoso
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É da forma que deixo novamente de ir ao cinema, não vai ser por isso que deixo de ver os filmes 😉
Infelizmente estão a lançar muitos filmes, sem opção de 2D… sou muito sincero o Tron Legacy tem 3D nas legendas e pouco mais… é deprimente!
Possivel? Eu recuso-me a pagar pelo 3D e mesmo que fosse à borla eu pedia desculpas e recusava 🙂