Ao contrário do habitual, este artigo vai está repleto de spoilers, pelo que fica desde já o meu aviso. A quarta temporada termina com a batalha de Arkology, em que os nosso heróis são aparentemente derrotados. Ficamos no entanto a saber que nos derradeiros momentos finais, Trance utiliza toda a sua energia para transferir a equipa para o sistema de Seefra.
Através de um portal, de nome Route of Ages, Dylan consegue levar a Andromeda, mas rapidamente constata que nem tudo aparenta ser o que é. Este sistema está fora da realidade como a conhecemos e grande parte da tecnologia está indisponível ou danificada, tornando virtualmente impossível o regresso dos nossos heróis.
Confesso que foi a temporada mais monótona e sem interesse, assentando na restauração da relação entre Dylan e a equipa, que o culpam por se encontrar nesta situação. Com o passar dos episódios, Rhadé, Beka e Harper começam a trabalhar em conjunto, com a preciosa de um novo elemento (Doyle, um androide que possui a memórias de Romy).
Para complicar ainda mais, descobrimos que Dylan é o último sobrevivente de uma raça milenar, os Paradine, que são capazes de viajar pelo tempo e entre dimensões. E ainda descobrimos que Seefra é na realidade Tarn-Vedra, a antiga capital da Commonwealth.
Após inúmeras missões para recolher equipamento e tecnologia, a Andromeda fica operacional a 100% mas permanece incapaz de aceder a splistream e sair deste sistema. Acaba por ser necessária a ajuda de Maura, a líder do Conselho das Galáxias, que envia a equipa para Tarazed, onde vai decorrer a batalha final.
Os últimos episódios são previsíveis e pouco acrescentam à narrativa, que termina de forma aberta. De referir no entanto que o Abyss é derrotado, de forma muito pouco satisfatória e que a equipa segue para novas aventuras, após a destruição do Planeta Terra.
Tenho imensa pena que as várias alterações ocorridas a partir da terceira temporada tenham retirado consistência e ritmo à narrativa. Se são fãs de Andromeda, recomendo que invistam tempo, caso contrário existem muitas séries superiores que podem ver.
Hugo Cardoso
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