Os Amigos do Sofá Ep.5

Está na altura de partilhar um dos meus jogos preferidos. Publicado pela Irem, em 1993, In The Hunt foi um dos meus grandes vícios nos salões de jogos e um dos títulos que ainda mais revisito na bartop.

Será que algum dos leitores tem memórias sobre este fantástico título? Caso tenham, não hesitem em partilhá-las na caixa de comentários.

Mission Impossible: Fallout

Três anos após a estreia de Rogue Nation, Ethan Hunt e a sua equipa estão de volta para mais uma missão. Desta vez, a CIA vai estar envolvida na operação, com a inclusão forçada de August Walker (Henry Cavill).

A narrativa assenta na necessidade de recuperar ogivas nucleares, que estão na posse dos Apóstolos, uma organização criminosa criada após a queda de The Syndicate.

A acção é non-stop, como é apanágio da franchise e começa por levar-nos ao centro de Paris, onde vamos conhecer a White Widow, uma das partes envolvidas na transação das ogivas. Para complicar ainda mais a situação, Ilsa Faust tem ordens do Mi6 para eliminar Solomon Lane, levando a inúmeras perseguições de carro e motas, com uma fuga audaz de Hunt e Lane.

Benji e Luther complementam a equipa de forma soberba, com alguns apontamentos humorísticos, num filme que nos leva numa viagem alucinante de quase duas horas e meia. No segundo acto, Londres é a capital escolhida, com mais tiroteios e os clássicos exemplos de dissimulação, com stand offs dignos de um western dos anos 60.

O ritmo frenético permanece constante ao longo do filme, com o terceiro acto a levar-nos para a Índia, onde uma vez mais temos um twist, com a (inesperada) aparição de Julia, a ex-mulher de Hunt. É nesta altura que somos presenteados com a “típica” cena final, numa batalha que desafia as leis da gravidade, a bordo de um helicóptero. Como seria de esperar, o nosso herói acaba por prevalecer, embora sofra diversas mazelas, salvando uma vez mais o Mundo da aniquilação total.

Em conclusão, MI Fallout é um excelente filme de acção e mantém-se fiel à sua origem. E o mais inesperado é que consegue reinventar-se e aumentar a fasquia em cada aventura, o que não é fácil nos dias que correm.

Bom
75%

Andromeda T.5

Ao contrário do habitual, este artigo vai está repleto de spoilers, pelo que fica desde já o meu aviso. A quarta temporada termina com a batalha de Arkology, em que os nosso heróis são aparentemente derrotados. Ficamos no entanto a saber que nos derradeiros momentos finais, Trance utiliza toda a sua energia para transferir a equipa para o sistema de Seefra.

Através de um portal, de nome Route of Ages, Dylan consegue levar a Andromeda, mas rapidamente constata que nem tudo aparenta ser o que é. Este sistema está fora da realidade como a conhecemos e grande parte da tecnologia está indisponível ou danificada, tornando virtualmente impossível o regresso dos nossos heróis.

Confesso que foi a temporada mais monótona e sem interesse, assentando na restauração da relação entre Dylan e a equipa, que o culpam por se encontrar nesta situação. Com o passar dos episódios, Rhadé, Beka e Harper começam a trabalhar em conjunto, com a preciosa de um novo elemento (Doyle, um androide que possui a memórias de Romy).

Para complicar ainda mais, descobrimos que Dylan é o último sobrevivente de uma raça milenar, os Paradine, que são capazes de viajar pelo tempo e entre dimensões. E ainda descobrimos que Seefra é na realidade Tarn-Vedra, a antiga capital da Commonwealth.

Após inúmeras missões para recolher equipamento e tecnologia, a Andromeda fica operacional a 100% mas permanece incapaz de aceder a splistream e sair deste sistema. Acaba por ser necessária a ajuda de Maura, a líder do Conselho das Galáxias, que envia a equipa para Tarazed, onde vai decorrer a batalha final.

Os últimos episódios são previsíveis e pouco acrescentam à narrativa, que termina de forma aberta. De referir no entanto que o Abyss é derrotado, de forma muito pouco satisfatória e que a equipa segue para novas aventuras, após a destruição do Planeta Terra.

Tenho imensa pena que as várias alterações ocorridas a partir da terceira temporada tenham retirado consistência e ritmo à narrativa. Se são fãs de Andromeda, recomendo que invistam tempo, caso contrário existem muitas séries superiores que podem ver.