Andromeda T.5

Ao contrário do habitual, este artigo vai está repleto de spoilers, pelo que fica desde já o meu aviso. A quarta temporada termina com a batalha de Arkology, em que os nosso heróis são aparentemente derrotados. Ficamos no entanto a saber que nos derradeiros momentos finais, Trance utiliza toda a sua energia para transferir a equipa para o sistema de Seefra.

Através de um portal, de nome Route of Ages, Dylan consegue levar a Andromeda, mas rapidamente constata que nem tudo aparenta ser o que é. Este sistema está fora da realidade como a conhecemos e grande parte da tecnologia está indisponível ou danificada, tornando virtualmente impossível o regresso dos nossos heróis.

Confesso que foi a temporada mais monótona e sem interesse, assentando na restauração da relação entre Dylan e a equipa, que o culpam por se encontrar nesta situação. Com o passar dos episódios, Rhadé, Beka e Harper começam a trabalhar em conjunto, com a preciosa de um novo elemento (Doyle, um androide que possui a memórias de Romy).

Para complicar ainda mais, descobrimos que Dylan é o último sobrevivente de uma raça milenar, os Paradine, que são capazes de viajar pelo tempo e entre dimensões. E ainda descobrimos que Seefra é na realidade Tarn-Vedra, a antiga capital da Commonwealth.

Após inúmeras missões para recolher equipamento e tecnologia, a Andromeda fica operacional a 100% mas permanece incapaz de aceder a splistream e sair deste sistema. Acaba por ser necessária a ajuda de Maura, a líder do Conselho das Galáxias, que envia a equipa para Tarazed, onde vai decorrer a batalha final.

Os últimos episódios são previsíveis e pouco acrescentam à narrativa, que termina de forma aberta. De referir no entanto que o Abyss é derrotado, de forma muito pouco satisfatória e que a equipa segue para novas aventuras, após a destruição do Planeta Terra.

Tenho imensa pena que as várias alterações ocorridas a partir da terceira temporada tenham retirado consistência e ritmo à narrativa. Se são fãs de Andromeda, recomendo que invistam tempo, caso contrário existem muitas séries superiores que podem ver.

Andromeda T.4

Começo por salientar que esta é, para mim,  a temporada mais fraca até ao momento, apesar de termos algumas novidades e mudanças que poderiam ter introduzido uma dinâmica interessante à série.

O ponto mais forte de Andromeda é sem dúvida as personagens, pelo que discordo imenso de várias decisões que foram tomadas. Mas, sem colocar spoilers, avancemos com algumas ideias. O Espírito do Abismo corrompeu as mais altas instâncias da Commonwealth, que se revoltou contra Dylan, acusando-o de traição. Esta é a principal premissa da quarta temporada, que nos apresenta uma equipa em fuga, na perspectiva de encontrar novos aliados na luta contra os Magog.

Vamos ter o ressurgimento dos Collectors, que farão uma aliança inesperada com um velho conhecido e algumas traições, que colocarão Dylan à prova de forma decisiva. Os episódios, no geral, apresentam mais acção mas falham na envolvência em termos de narrativa, diminuindo o meu interesse de forma substancial.

Os últimos episódios marcam o fim de ciclo, com a batalha final entre a Andromeda e a Magog World Ship, sendo que nada será como dantes. Serão realizados inúmeros sacrifícios e Dylan terá conhecimento de algo marcante e que terá impacto no resultado final desta aventura.

Fico céptico mas veremos o que nos espera na quinta temporada…

Andromeda T.3

A narrativa de Gene Roddenberry continua a ser cativante, nesta terceira temporada. Essencialmente vamos assistir à consolidação da Systems Commonwealth, assim como à ascensão dos Nietzschean, mais concretamente do clã Drago-Kazov.

Somos igualmente apresentados a uma nova facção, os Genites, que lutam pela pureza genética e que se revelarão um poderoso inimigo. Os episódios são dos melhores, sendo muito positivo o ressurgimento de Rev Bem e da Balance of Judgement.

O desenvolvimento de personagens continua a ser uma constante, com destaque para Dylan Hunt e Beka Valentine, o que é francamente positivo. Para evitar os spoilers, vou limitar a informação e detalhe que partilho, mas recomendo sem hesitação que invistam tempo em Andromeda.

Pessoalmente, esta é a minha temporada preferida até ao momento. O último episódio marca a saída de mais um elemento da tripulação, numa mudança que pretende alterar a narrativa de forma profunda. Veremos o que reserva o futuro à tripulação da Andromeda Ascendant.

Por último, apenas a nota que temos direito a um novo genérico nesta temporada.

The Universe is a dangerous place. But in our future my crew and i fight to make it safe. I am Dylan Hunt, Captain of the Andromeda Ascendant, and these are our adventures.