A minha infância foi passada a ler a BD dos X-Men, sobretudo na altura das férias de Verão, na Costa da Caparica. Sou igualmente um fã da primeira trilogia e dos dois primeiros filmes do reboot (First Class e Days of Future Past).
O último projecto ficou claramente aquém das minhas expectativas e a realidade é que Dark Phoenix não consegue fazer melhor. Vivemos numa realidade em que os mutantes são finalmente aceites pela sociedade, ajudando o Governo em missões de resgate e a manter a paz. Não existe qualquer explicação para tal, embora seja possível concluir que tal está relacionado com os eventos que ocorrem em Apocalypse.
Numa das missões a equipa, mais especificamente Jean Grey, é exposta a um estranho fenómeno cósmico que acaba por a transformar profundamente. Pelo meio, existem eventos dramáticos que juntam Magneto e Beast num objetivo comum: eliminar Jean Grey e evitar o fim da Humanidade e dos Mutantes.
Vamos igualmente conhecer a história dos D’Bari, uma raça ligada ao fenómeno da Dark Phoenix mas a realidade é que a narrativa nunca consegue ser fluida e captar a minha atenção. Tenho muita pena que uma das personagens mais icónicas do Universo X-Men seja reduzida a um filme tão mediano, quando a premissa e o potencial são enormes.
Nem a presença de Michael Fassbender e James McAvoy consegue dar a qualidade necessária para tornar Dark Phoenix em algo memorável, neste fecho de ciclo da franchise.
Hugo Cardoso
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