His Dark Materials T.3

A derradeira temporada vai dar início à batalha, que opõe as forças de Lord Asriel e Metatron, o líder do Consórcio do Céu. À semelhança das temporadas anteriores, existem várias sub-narrativas, em que acompanhamos a profecia associada a Lyra e Will, a inevitável aliança entre Asriel e Mrs Coulter e a derradeira tentativa da Authority para eliminar Eva.

Os oito episódios estão repletos de ação e transportam-nos para o Purgatório, onde os jovens heróis serão testados. Paralelamente, veremos uma mudança na abordagem pragmática de Lord Asriel, que se vê forçado a confiar na profecia como forma de resolução do conflito. Vão existir as inevitáveis traições e o arco de redenção de algumas das personagens principais, com o objetivo de alcançar a vitória para as forças da Humanidade.

Pessoalmente, considero esta temporada a mais fraca, sobretudo pela velocidade da narrativa, que é deliberadamente lenta no Purgatório e demasiado insípida no desfecho da série. O final é repleto de sacrifícios e abre caminho para uma potencial continuidade deste universo, embora não exista qualquer confirmação oficial.

No global, His Dark Materials é uma montanha russa de conceitos, que acabam por criar um universo apelativo, que agrega magia e mitologia. O elenco é de enorme qualidade, com destaque para Dafne Keen, Ruth Wilson, James McAvoy, Ruta Gedmintas, Adewale Akinnuoye-Agbaje e Amir Wilson. Apesar de algumas discordâncias no que diz respeito à narrativa e decisões desta temporada, esta é uma série que recomendo e que merece o vosso investimento.

The Dark Phoenix Saga

O arco narrativo da entidade Dark Phoenix é da responsabilidade de Chris Claremont, que conta com a incrível arte de John Byrne para dar vida aos painéis. Tudo tem início numa missão espacial, em que Jean é atingida por raios provenientes de uma explosão solar, unificando duas entidades num único corpo, numa constante batalha pelo controlo.

O Hellfire Club, liderado por Jason Wyngarde, Sebastian Shaw e Harry Leland elabora um plano maquiavélico, que visa ludibriar Jean Grey, utilizando as memórias de Madelyn Pryor. Graças à ajuda da telepata Emma Frost, os X-Men são capturados, em conjunto com uma jovem de nome Kitty Pride, que terá um papel importante nos capítulos seguintes.

A equipa vai conseguir libertar-se, localizando Jean na sede do Hellfire Club. A primeira batalha corre terrivelmente mal, dado que os líderes são igualmente poderosos mutantes, mas a ligação entre Cyclops e Jean acaba por ser demasiado forte para manter o controlo telepático de Mastermind. É precisamente neste primeiro arco que é introduzida a personagem de Dazzler, que tem um papel secundário, embora importante no resgate de Jean Grey.

Após estes eventos e de forma a quebrar os laços com os X-Men, Jean sai do planeta, rumo ao espaço sideral, no sentido de descobrir os limites do seu poder de Phoenix. De forma a recarregar a sua energia, consome uma estrela, que se converte numa supernova, aniquilando mais de 5 mil milhões de seres vivos no processo. Uma nave de guerra Shi’ar em patrulha testemunha este evento, atacando, sem sucesso, a entidade Dark Phoenix, que assumiu o controlo absoluto após consumir a estrela.

Num derradeiro ato de coragem, o capitão informa a Emperatriz Lilandra, que convoca o Conselho Intergaláctico, que é composto pelo Império Shi’ar, Kree e Skrull, sendo determinado a extinção da Dark Phoenix. No Planeta Terra, a família Grey recebe a visita da Dark Phoenix, que acaba por ser derrotada pelo Professor Xavier, com a ajuda telepática de Jean. São criadas novas barreiras psíquicas para conter a entidade cósmica mas nesse preciso momento, a equipa é teleportada para a Blue Area of the Moon, onde são confrontados com a acusação de genocídio.

Os X-Men ficam horrorizados quando tomam conhecimento das ações de Dark Phoenix, mas defendem Jean, alegando que não estaria em controlo. Numa derradeira tentativa de evitar a morte de Jean, o Professor Xavier desafia Lilandra para um Arin’n Haelar, que é essencialmente um duelo de honra. Duas equipas irão defrontar-se, na superfície lunar, até que exista um vencedor. As possibilidades da equipa são reduzidas, dado que os seus adversários são Skrull, Kree, a Guarda Real e o seu líder Gladiator.

Os X-Men acabam por ser derrotados, com excepção de Cyclops e Jean, que num ato de desespero, utiliza uma antiga arma Kree para se destruir. Após estes eventos, é realizada uma espécie de lobotomia a Jean Grey, ficando a sua forma corpórea entregue aos X-Men. Lilandra tenta obter perdão pelos actos, mas a dor de Cyclops é demasiado intensa, concluindo desta forma este arco narrativo.

O derradeiro painel tem uma expressão icônica de Uatu, The Watcher, que afirma o seguinte:

“Jean Grey could have lived to become a god. But it was more important to her that she die…a human. “

Na minha modesta opinião, esta é uma das históricas mais icónicas dos X-Men, que recomendo vivamente. Passaram aproximadamente quarenta anos desde a sua publicação, mas a narrativa permanece sólida, assente numa emotividade intensa e que é elevada pela arte incrível de John Byrne

Os Filmes de 2022

O cenário pandémico continua bem presente, o que tem limitado as deslocações ao cinema. No entanto, tenho mantido a tradição de partilhar os projetos que me entusiasmam para 2022.

Janeiro arranca com The 355, um filme de ação que conta com Jessica Chastain, Lupita Nyong’o, Diane Kruger, Penélope Cruz e Fan Bingbing. Contem com muito girl power e uma espécie de simbiose entre os filmes de Jason Bourne e The Expendables. Temos igualmente o regresso a Woodsboro, para mais uma aventura de Neve Campbell, David Arquette, e Courteney Cox. Estou relutantemente optimista para mais um filme de Scream mas após alguma reflexão, resolvi incluí-lo na lista.

Morbius deveria ser lançado no final de janeiro mas perante mais um adiamento (talvez 1 abril), começo seriamente a ficar preocupado com um projeto que no papel, tem tudo para ser um sucesso. Para fevereiro, destaco Death on the Nile, um remake do clássico de Agatha Christie, que conta com o regresso de Kenneth Branagh no papel de Poirot. O elenco conta ainda com a presença de Tom Bateman, Annette Bening, Russell Brand, e Gal Gadot, o que me deixa francamente entusiasmado. Adicionalmente, teremos a primeira adaptação de Uncharted à sétima arte. O elenco composto por Tom Holland, Mark Wahlberg, Antonio Banderas, Sophia Taylor Ali e Tati Gabriell é impressionante mas será suficiente para quebrar a maldição dos filmes baseados em videojogos?

Em março chega ao cinema “The Batman”, que pode vir a ser o meu filme do ano. Os trailers estão fantásticos e o casting de Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano e Colin Farrell é tão over the top, que me faz acreditar no início de algo muito especial. Em termos cinematográficos segue-se um hiato, que será quebrado em maio com Doctor Strange in the Multiverse of Madness e o quarto capítulo de John Wick. Vale a pena acrescentar algo? Serão certamente dois filmes memoráveis e que muito provavelmente acabarão no meu TOP de 2022.

Jurassic World: Dominion deverá estrear em junho, concluindo a trilogia com a presença (ou cameo) do Dr Allan Grant e Ian Malcolm. Confesso que estou ansioso por acompanhar o desfecho desta saga, que conta com dois filmes muito sólidos e personagens extremamente cativantes.

Julho traz mais um filme da Marvel, mais especificamente Thor: Love and Thunder, que é inspirado na obra de Jason Aaron, apresentando um cenário em que Jane Foster assume os poderes de Thor. O vilão desta história é God Butcher, representado por Christian Bale, o que torna este projeto num patamar de expectativa muito elevado.

Alegadamente em setembro, teremos a sequela de Black Panther, Wakanda Forever, que está envolto em mistério, após o desaparecimento de Chadwick Boseman. Seria sempre complexo superar o primeiro filme, mas acredito que serei agradavelmente surpreendido com o destino escolhido pela Marvel. Em outubro, temos a esperada sequela do Spider-Verse, que volta a contar com Miles Morales, Gwen Stacy e Spider-Man 2099, entre outras participações. E o mais interessante é que foi confirmado que esta é apenas a primeira parte da saga, o que deixa claramente em aberto a criação de mais filmes acerca deste fabuloso universo.

Entre outubro e novembro, temos igualmente algumas pérolas da DC, com destaque para The Flash, que me deixa entusiasmado pelo regresso de Michael Keaton, assim como a sequela de Aquaman, que reúne Ocean Master, Mera e Black Manta, para mais uma aventura do agora Rei de Atlântida, Arthur Curry.

Para concluir o ano, teremos finalmente a sequela de Avatar. Confesso que passou demasiado tempo mas estou disposto a dar uma oportunidade a James Cameron, que nos irá transportar novamente para Pandora, de forma a acompanharmos as novas aventuras de Jake Sully e Neytiri. No que diz respeito ao elenco, estão confirmadas as presenças de Kate Winslet, Michelle Yeoh e Edie Falco.

Como é tradição, costumo igualmente partilhar alguns dark horses. Mas antes de o fazer, quero apenas deixar claro que se trata da minha lista, motivo pelo qual excluí filmes como Maverick, Missão Impossível 7 e Lightyear. O motivo é simples: completa falta de interesse, embora seja possível que acabe por visioná-los em datas posteriores.

Para 2022, lamento informar que tenho apenas uma aposta obscura, que diz respeito a Black Adam. Acredito que existe potencial na história deste anti-herói, que pode acrescentar muito valor a uma DCEU, que precisa desesperadamente de mais filmes de qualidade.

Como sempre, convido-vos a partilhar a vossa lista e termino com desejos de um fantástico ano cinematográfico para todos.