Lion King

Há quem diga que atravessamos uma era cinematográfica definida por ausência de ideias e originalidade. Para essa noção muito tem contribuído o sucesso dos filmes de super-heróis, em conjunto com vários  remakes de clássicos.

Um dos mais recentes casos é sem dúvida o Rei Leão, uma obra prima de animação da Disney, que Jon Favreau resolveu renovar, numa perspectiva foto-realística. A narrativa acompanha as aventuras de Simba, o futuro Rei de Pride Rock, que se vê envolvido numa trama que culmina com o assassinato do seu Pai (Mufasa).

Apesar do original ser de 1994, vou evitar os spoilers em termos de enredo, adiantando apenas que Simba acaba por se exilar, passando a viver na companhia de Pumbaa (javali) e Timon (suricata), o que lhe dá uma perspectiva completamente distinta da cadeia alimentar.

A banda sonora foi novamente entregue a Hans Ziemmer, Elton e Tim Rice, que já tinham trabalhado no original e a nível de vozes, destaco o regresso de James Earl Jones e a adição de Donald Glover, Seth Rogen, Chiwetel Ejiofor, Beyoncé e John Oliver.

Lion King teve um orçamento de 260 milhões e o resultado visual é deslumbrante, com cenas incrivelmente realistas e dinâmicas. O humor está igualmente presente e as vozes escolhidas complementam de forma soberba a narrativa.

Mas dito isto, na minha opinião, fica aquém do original. Existe algo de verdadeiramente único e épico no clássico de animação da Disney, que esta adaptação não consegue replicar, apesar de ser no global um bom filme.

Bom
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hugocardoso

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