Após o enorme sucesso da Marvel e da DC, a Valiant Comics resolveu lançar a adaptação cinematográfica do seu herói mais icónico. Ray Garrison é um marine altamente condecorado e competente, que é assassinado por uma organização secreta, em conjunto com a sua esposa.
O nosso herói jura vingança e acaba por ter a sua oportunidade, ao ser ressuscitado por uma equipa de cientistas, liderados pelo Dr. Emil Harting (Guy Pearce). A narrativa progride com a apresentação desta equipa, composta por três ex-soldados, todos mortos ou feridos em combate e que possuem melhorias cibernéticas significativas.
Ray é a mais recente adição à equipa, sendo o resultado de uma experiência que envolve nanotecnologia, que lhe confere uma capacidade regenerativa invulgar, assim como força sobre-humana. A desvantagem é que a experiência apagou quase na totalidade a memória do seu passado, com excepção de flashbacks e fragmentos dos eventos que levaram ao assassinato da sua esposa Gina.
Um desses eventos vai despoletar uma reação inesperada, que leva Bloodshot à presença de Martin Axe, o responsável pela sua morte. Seguem-se obviamente as cenas épicas de acção, com momentos cómicos à mistura e alguns twists francamente previsíveis.
Os efeitos especiais estão bem conseguidos, embora esperasse mais em termos de narrativa, que é francamente limitada. Bloodshot tem clara inspiração em Terminator mas falha ao nível do conteúdo e desenvolvimento de personagens, sobretudo no caso de KT e Ray Garrison.
O vilão está relativamente bem conseguido mas este projeto fica muito aquém das minhas expectativas. O facto de ter sido lançado numa altura particularmente complexa, face ao surto do coronavirus, vai certamente condicionar uma potencial sequela, face aos fraquíssimos resultados de bilheteira.
Hugo Cardoso
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