Um asteróide encontra-se na direção do planeta, forçando a Humanidade a utilizar armas nucleares como forma de defesa. No entanto, a escolha revela-se trágica, dado que os fragmentos criam uma raça de animais mutantes, que passam a ocupar o topo da cadeia alimentar. Esta é a premissa para Monsters and Love, que combina humor, ação e uma história de amor.
A narrativa arranca sete anos após os eventos acima descritos, num bunker onde alguns dos derradeiros resistentes tentam sobreviver aos perigos deste novo ecossistema. O nosso “herói” tem pouca aptidão para o combate, por motivos que iremos descobrindo no decorrer do filme. Após perder a comunicação rádio com outra colónia, em que se encontra a sua antiga namorada, Joel decide ir para a superfície e percorrer a distância necessária para alcançar Aimee.
A maior parte do filme aborda precisamente esta aventura, em que vamos assistindo à evolução de Joel, que se torna num sobrevivente, com a ajuda de Boy, Clyde Dutton e Minnow. Existem cenas francamente cómicas, em que a abordagem do nosso herói acaba por criar cenários inesperados, que combinam bem com os momentos mais sérios em que temos de ligar com a desilusão e dúvida que afectam Joel.
Vou evitar, como sempre, entram em grandes pormenores, mas Monsters and Love é um filme positivo, que permite 109 minutos de diversão. É provável que venha a existir uma sequela, dado que o final é deliberadamente ambíguo, embora à data ainda não exista confirmação oficial.
Caso sejam subscritores de Netflix, este é um filme que sugiro para o final de uma tarde de fim de semana.
Hugo Cardoso
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