Monsters and Love

Um asteróide encontra-se na direção do planeta, forçando a Humanidade a utilizar armas nucleares como forma de defesa. No entanto, a escolha revela-se trágica, dado que os fragmentos criam uma raça de animais mutantes, que passam a ocupar o topo da cadeia alimentar. Esta é a premissa para Monsters and Love, que combina humor, ação e uma história de amor.

A narrativa arranca sete anos após os eventos acima descritos, num bunker onde alguns dos derradeiros resistentes tentam sobreviver aos perigos deste novo ecossistema. O nosso “herói” tem pouca aptidão para o combate, por motivos que iremos descobrindo no decorrer do filme. Após perder a comunicação rádio com outra colónia, em que se encontra a sua antiga namorada, Joel decide ir para a superfície e percorrer a distância necessária para alcançar Aimee.

A maior parte do filme aborda precisamente esta aventura, em que vamos assistindo à evolução de Joel, que se torna num sobrevivente, com a ajuda de Boy, Clyde Dutton e Minnow. Existem cenas francamente cómicas, em que a abordagem do nosso herói acaba por criar cenários inesperados, que combinam bem com os momentos mais sérios em que temos de ligar com a desilusão e dúvida que afectam Joel.

Vou evitar, como sempre, entram em grandes pormenores, mas Monsters and Love é um filme positivo, que permite 109 minutos de diversão. É provável que venha a existir uma sequela, dado que o final é deliberadamente ambíguo, embora à data ainda não exista confirmação oficial.

Caso sejam subscritores de Netflix, este é um filme que sugiro para o final de uma tarde de fim de semana.

Mediano
65%

Godzilla: King of Monsters

Gostei bastante do primeiro filme deste reboot, o que apenas aumentou a minha exigência para a sequela. O caminho seguido foi interessante, apresentando um Planeta Terra em que os Titãs estão a sair da hibernação e a lutar pelo topo da cadeia alimentar.

Em termos de narrativa, a Monarch volta a ser fundamental, com o regresso do Dr. Serizawa e da Dra Graham. Vamos igualmente conhecer a família Russell, mais especificamente a Dra Emma Russell, que construiu um dispositivo capaz de controlar parcialmente os Titãs, através de uma frequência sonora.

Sem colocar grandes spoilers, posso adiantar que esse dispositivo acaba por ser controlado por um grupo de militares que pretende utilizar as criaturas para reiniciar a civilização humana. Contem com batalhas épicas entre Godzilla, Mothra, Rodan e Ghidorah, aliado à tentativa de resgatar Madison e Emma dos seus captores.

As cenas de CGI são soberbas, o que em 2019 é perfeitamente natural. No que diz respeito a interpretações, o nível geral é no melhor mediano, o que coloca este filme num patamar claramente abaixo do original.

Diria que posso recomendar King of Monsters apenas a quem é fã de Godzilla. Tendo em conta que a receita de bilheteira foi aceitável, diria que existe uma boa probabilidade de existir um terceiro filme, que poderá ter como base a cena que aparece no pós-créditos finais.

Mediano
68%

Godzilla: Planet of The Monsters

A Polygon Pictures é o estúdio responsável pela animação da nova trilogia de Godzilla. O primeiro filme, Planet of the Monsters, é realizado por Kõbun Shizuno e Hiroyuki Seshita, narrando a primeira aparição de diversos monstros no final do século XX. Uma estranha criatura, mais tarde apelidada de Godzilla, vai dizimar a Humanidade assim como essas criaturas, deixando pouco ou nenhuma esperança de sobrevivência.

É nessa altura que duas espécies alienígenas (Exif e Bilusaludo) estabelecem contacto com a Humanidade, prometendo eliminar Godzilla, a troco da total conversão religiosa ás suas crenças. Para tal, apresentam o Mechagodzilla, um Mech criado com tecnologia superior e que está dotado de armamento necessário para derrotar qualquer inimigo.

O plano acaba por falhar, não sendo possível ativar a arma a tempo, o que força os Humanos e os seus aliados a abandonar o Planeta Terra, na direcção de Tau Ceti. A narrativa avança vinte anos no tempo, acompanhando a viagem da nave Aratrum, que já se encontra a 11.9 anos luz da Terra. É desta forma que conhecemos Haruo, um jovem que ameaça detonar uma bomba, caso continuem a viagem para o planeta Tau Ceti, que acredita ser inabitável. O novo jovem herói acaba por ser dissuadido e aprisionado, onde vai receber a visita de Metphies, um clérigo da raça dos Exif, que lhe transmite informação classificada sobre o Godzilla.

Com base nessa informação, Haruo publica anonimamente um manifesto, em que detalha os pontos fracos da criatura, assim como a estratégia necessária para o derrotar. Após muita consideração e com base no apoio da população, o Comité Central acredita no sucesso do plano e opta por regressar à Terra.

Os piores receios tornam-se realidade ao confirmarem que Godzilla permanece vivo, levando Metphies a propor a libertação de Haruo, o autor anónimo do manifesto e que será pedra fundamental para o sucesso da missão. O nosso herói partilha mais pormenores do seu manifesto com o Comité, especificamente um órgão de Godzilla que gera um pulso electro-magnético, criando um escudo natural de protecção. Para o total sucesso da missão, Haruo solicita 600 militares e equipamento bélico para um ataque coordenado.

Este primeiro filme apresenta as motivações pessoais e introduz as personagens principais desta narrativa. O inesperado fica para a chegada de Haruo ao Planeta Terra, em que a equipa fica a perceber que na realidade passaram 2000 anos desde a sua partida e que a atmosfera do Planeta sofreu alterações profundas com a presença de Godzilla.

Sem entrar em spoilers, o último acto de Planet of The Monsters mostra-nos a batalha, em que os humanos sofrem baixas significativas mas conseguem emergir vitoriosos. No entanto, o biólogo Martin Lazzari tem uma terrível teoria, que se confirmará como verdadeira, deixando Haruo e os sobreviventes com (literalmente) um enorme obstáculo para ultrapassar.