Baseado numa short story da autoria de George Saunders, vamos acompanhar o quotidiano diário de uma penitenciária inovadora, em que os reclusos usufruem de várias liberdades, em troca de ensaios médicos. O responsável pelo projeto é Steve Abnesti, que conta com o apoio de Mark, o seu assistente de pesquisa.
Conforme mencionado, as instalações (Spiderhead) acomodam quartos individuais para os reclusos, que coexistem em harmonia e sem necessidade de guardas. Lentamente, vamos acompanhando os testes realizados, que consistem em medicação que provoca alterações de humor e percepção. Curiosamente, toda a experiência é documentada via vídeo, requerendo sempre uma aceitação verbal por parte dos intervenientes.
Adicionalmente, vamos conhecendo o passado de Jeff e Lizzy, as duas cobaias primárias de Abnesti, que carregam o peso dos seus crimes. No segundo acto, temos indícios claros de uma agenda oculta, que está associada ao medicamento B-6, que terá uma relevância fundamental para o desfecho da narrativa. O ritmo do filme é lento, com foco no diálogo e nalgumas cenas repletas de intensidade, que sustentam o thriller psicológico dos eventos que vão ocorrendo ao longo dos testes.
A nível de interpretações, o destaque vai para a sinergia de Chris Hemsworth e Milles Teller, que elevam a qualidade do produto final. Está longe de ser um filme memorável, mas confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com Spiderhead, motivo pelo qual resolvi partilhar a sugestão.
Hugo Cardoso
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