Spiderhead

Baseado numa short story da autoria de George Saunders, vamos acompanhar o quotidiano diário de uma penitenciária inovadora, em que os reclusos usufruem de várias liberdades, em troca de ensaios médicos. O responsável pelo projeto é Steve Abnesti, que conta com o apoio de Mark, o seu assistente de pesquisa.

Conforme mencionado, as instalações (Spiderhead) acomodam quartos individuais para os reclusos, que coexistem em harmonia e sem necessidade de guardas. Lentamente, vamos acompanhando os testes realizados, que consistem em medicação que provoca alterações de humor e percepção. Curiosamente, toda a experiência é documentada via vídeo, requerendo sempre uma aceitação verbal por parte dos intervenientes.

Adicionalmente, vamos conhecendo o passado de Jeff e Lizzy, as duas cobaias primárias de Abnesti, que carregam o peso dos seus crimes. No segundo acto, temos indícios claros de uma agenda oculta, que está associada ao medicamento B-6, que terá uma relevância fundamental para o desfecho da narrativa.  O ritmo do filme é lento, com foco no diálogo e nalgumas cenas repletas de intensidade, que sustentam o thriller psicológico dos eventos que vão ocorrendo ao longo dos testes.

A nível de interpretações, o destaque vai para a sinergia de Chris Hemsworth e Milles Teller, que elevam a qualidade do produto final. Está longe de ser um filme memorável, mas confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com Spiderhead, motivo pelo qual resolvi partilhar a sugestão.

Mediano
64%

Extraction

Chris Hemsworth interpreta a personagem de Tyler Rake, um ex-militar que se especializou em operações secretas. O enredo foi escrito por Joe Russo e retira inspiração da novela gráfica Ciudad, de Ande Parks.

A narrativa é simples e coloca-nos no Bangladesh, para uma missão de resgate que visa libertar Ovi Mahajan, o filho de um traficante de droga.

Sem desvendar muito, a missão vai complicar-se rapidamente, dado que a equipa de Rake é atacada, deixando-o por conta própria na perigosa cidade de Dhaka, que é comandada pelo impiedoso líder criminoso Asif. O objetivo desta fação rival é assassinar Ovi e enviar uma mensagem ao seu Pai, o grande rival de Asif, que se encontra aprisionado.

As cenas de ação são frenéticas, repletas de violência e conferem um realismo que torna Extraction numa experiência diferente do que estamos habituados.  Apesar de tudo, a premissa é simples a e consiste na necessidade de escapar da cidade. Destaque para as personagens secundárias de Saju Rav, Farhad, Nik Khan e Gaspar (interpretado por David Harbour), que são cruciais no desfecho final desta aventura.

O terceiro acto é particularmente interessante, culminando na épica batalha final, que ocorre numa ponte repleta de inimigos. Extraction tem ação, personagens cativantes e um ritmo frenético, que complementam a escassez de profundidade narrativa.

E, sinceramente, com base no desfecho final, estou muito curioso para saber qual o caminho a seguir na sequela, que foi entretanto confirmada.

Mediano
71%