Esta temporada arranca com uma viagem inesperada de Jean Luc rumo a uma anomalia espacial, onde se vai deparar com uma rainha Borg. Num impasse para evitar a assimilação, são transportados para um universo alternativo, em que a Federação tem uma visão xenófoba, focando-se na conquista da galáxia e eliminação de raças consideradas inferior. Após uma batalha feroz, acabam por resgatar uma rainha Borg, que se junta à equipa para uma viagem ao passado, de forma a corrigir a História e eliminar esta realidade alternativa.
O período temporal escolhido é 2024, mais especificamente Los Angeles, onde a equipa vai descobrir uma ligação à missão Europa e aos antepassados de Picard. Adicionalmente, ficamos mais tarde a saber que o responsável é o inevitável Q, com o intuito de proporcionar o derradeiro desafio a Jean Luc.
Ao longo dos dez episódios, vamos acompanhar as aventuras da equipa (Picard, Seven, Agnes, Raffi, Elnor e Rios), que necessita de reparar a nave La Sirena, garantir o sucesso da missão Europa e encontrar forma de derrotar Q. Apesar do fan service incrível, com a inclusão de Wesley Crusher, Guinan e Adam Soong, esta temporada tenta fazer demasiado, falhando em vários pontos da narrativa.
A introdução da personagem de Tallinn é interessante, assim como Renée Picard mas a narrativa torna-se previsível e assenta exageradamente no passado de Picard. Confesso que gostei mais da primeira temporada, embora o factor nostalgia seja irresistível, mantendo o meu interesse em níveis aceitáveis.
O episódio final é interessante, culminando numa aliança improvável e que lança uma premissa curiosa para o futuro da série. Adicionalmente, temos uma menção clara ao “Projeto Khan”, apesar de não termos qualquer confirmação de que venha a fazer parte da narrativa para a terceira e derradeira temporada de Picard.
Hugo Cardoso
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