Baseado no universo ElseWorlds da DC, a narrativa decorre em 1920, numa expedição ao Ártico, com o intuito de localizar o Prof. Oswald Cobblepot e a sua expedição. Bruce Wayne acaba por localizar o barco, encontrando um cenário de morte e destruição, que irá libertar uma poderosa força maligna.
O material original foi escrito pela dupla Mike Mignola/Richard Pace, sendo notória a ligação ao sobrenatural. Sem desvendar muito da narrativa, posso adiantar que o primeiro acto transporta-nos para uma Gotham em que impera a lei-seca e onde alguns dos vilões e heróis que conhecemos são apresentados de uma forma distinta.
Conforme mencionei, a utilização do oculto e magia é recorrente, o que coloca em causa a racionalidade de Batman. Adicionalmente, existem momentos em que é evidente a inspiração na obra de H.P.Lovecraft (The Doom That Came To Sarnath), com o recurso a personagens místicas tais como Etrigan, Ra’s al Ghul e Cthulhu.
Apesar do casting ter bons actores, a realidade é que não fiquei convencido com algumas escolhas, o que acabou por retirar um pouco do meu interesse neste projeto. Apesar de ser interessante o caminho escolhido para Green Arrow, Mr Freeze, Killer Croc, Poison Ivy e Two-Face, tudo o resto acaba por ser demasiado forçado, terminando com uma batalha pouco satisfatória.
Dito isto, considero que este filme é interessante, por ser uma aventura ElseWorlds, embora não me tenha cativado, sobretudo com as escolhas realizadas no derradeiro acto. Para os fãs da DC, esta pode ser uma alternativa sólida, motivo pelo qual sugiro que invistam cerca de 90 minutos em The Doom That Came to Gotham.
Hugo Cardoso
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