Batman: Caped Crusader T.1

O enorme Bruce Timm é o responsável por este projecto, que retrata uma Gotham “alternativa” dos anos 40, em que somos introduzidos a um jovem Bruce Wayne, que combate o crime e corrupção.

O visual é muito “detective noir”, introduzindo versões diferentes de alguns dos vilões mais icónicos do universo Batman, tais como Catwoman, Clayface, Two Face, Dra Harleen Quinzel e The Penguin.

Ao longo de dez episódios, vamos ser confrontados com a esfera de interesses e algumas histórias que são relevantes para definir a personalidade de Batman.

Existem pormenores muito interessantes, tais como a inclusão de Firebug, Nocturna e Gentleman Ghost, que representam um fan service enorme por parte dos criadores.

Volto a frisar que Caped Crusader é uma reinvenção de Gotham, pelo que existem vários adaptações e alterações ao lore original, o que, na minha opinião, apenas aumenta o nível de interesse deste projecto.

A série foi muito bem recebida e termina com a introdução de um vilão icónico, que deverá fazer a tua aparição na segunda temporada, que está confirmada para 2026.

Fica a minha recomendação e caso pretendam, podem acompanhar a série através do serviço de streaming da Amazon.

Batman: Mask of the Phantasm

A série de animação deu origem a alguns projetos paralelos, dos quais destaco Mask of the Phantasm, que na minha opinião representa o expoente máximo. A narrativa assenta na relação entre Bruce Wayne e Andrea Beaumont, numa era em que o defensor de Gotham tenta encontrar a sua identidade.

Apostado em ser feliz, Bruce acaba por pedir Andrea em casamento, que desaparece misteriosamente de Gotham após o seu pai, Carl Beaumont, ser ameaçado por Sal “The Wheezer” Valestra. Dez anos mais tarde, o nosso herói já estabeleceu a sua identidade enquanto Batman e reencontra Andrea, que regressa a Gotham por motivos que permanecem ocultos.

Chuckie Sol, um dos principais mafiosos da cidade é assassinado por um estranho vigilante. Algumas testemunhas atribuem a responsabilidade a Batman, que é visto no local do crime, dando início a uma caça do homem, promovido por Arthur Reeves, um amigo pessoal de Andrea Beaumont.

O assassinato de Buzz Bronski, outro nome forte da Máfia, aguça o instinto de detetive de Batman, que encontra uma ligação a Carl Beaumont. Adicionalmente, o agora retirado Sal Valestra inicia um plano de contingência, no sentido de capturar o vigilante, que é apelidado de Mask of the Phantasm.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que teremos a introdução de Joker nesta história, que irá colocar um grau de dificuldade extra para o nosso herói, que tenta decifrar a identidade secreta do vigilante e lidar com o regresso de Andrea Beaumont, que representa uma parte do seu passado que ajudou a definir a sua identidade enquanto Batman.

Mask of the Phantasm conta com um elenco fantástico, dos quais destaco Kevin Conroy, Mark Hamill, Abe Vigoda, Dana Delany e Stacy Keach. A narrativa é envolvente e explica em detalhes os eventos que marcam e definem a identidade do defensor de Gotham.

Fica sem dúvida a minha recomendação para um dos clássicos de animação da DC.

Bom
75%

Batman: The Doom That Came to Gotham

Baseado no universo ElseWorlds da DC, a narrativa decorre em 1920, numa expedição ao Ártico, com o intuito de localizar o Prof. Oswald Cobblepot e a sua expedição. Bruce Wayne acaba por localizar o barco, encontrando um cenário de morte e destruição, que irá libertar uma poderosa força maligna.

O material original foi escrito pela dupla Mike Mignola/Richard Pace, sendo notória a ligação ao sobrenatural. Sem desvendar muito da narrativa, posso adiantar que o primeiro acto transporta-nos para uma Gotham em que impera a lei-seca e onde alguns dos vilões e heróis que conhecemos são apresentados de uma forma distinta.

Conforme mencionei, a utilização do oculto e magia é recorrente, o que coloca em causa a racionalidade de Batman. Adicionalmente, existem momentos em que é evidente a inspiração na obra de H.P.Lovecraft (The Doom That Came To Sarnath), com o recurso a personagens místicas tais como Etrigan,  Ra’s al Ghul e Cthulhu.

Apesar do casting ter bons actores, a realidade é que não fiquei convencido com algumas escolhas, o que acabou por retirar um pouco do meu interesse neste projeto. Apesar de ser interessante o caminho escolhido para Green Arrow, Mr Freeze, Killer Croc, Poison Ivy e Two-Face, tudo o resto acaba por ser demasiado forçado, terminando com uma batalha pouco satisfatória.

Dito isto, considero que este filme é interessante, por ser uma aventura ElseWorlds, embora não me tenha cativado, sobretudo com as escolhas realizadas no derradeiro acto. Para os fãs da DC, esta pode ser uma alternativa sólida, motivo pelo qual sugiro que invistam cerca de 90 minutos em The Doom That Came to Gotham.

Mediano
68%