O ano é de U.C.0105 e a narrativa arranca a bordo da Haunzen, que está a caminho da Terra, com inúmeros membros do Governo a bordo. Passaram doze anos desde os eventos de Char’s Adventure, e uma organização anti-federação denominada Mafty começa a ganhar tração junto da população. O seu líder é o misterioso Mafty Navue Erin, cuja aparência é desconhecida.
O primeiro acto apresenta as personagens principais, mais concretamente Hathaway Noa, filho de Bright Noa, o Capitão Kenneth Sleg e Gigi Andalucia. Vamos acompanhar a estranha relação desde triângulo, que está repleto de segredos e mistério. A identidade de Mafty Navue Erin é relevada no início do segundo acto, que incorpora várias cenas de ação e tenta justificar a posição defendida pela Federação, assim como a dos rebeldes.
Gosto particularmente da relação entre Gigi Andalucia e Hathaway, que combina sensualidade e desconfiança, conferindo uma dinâmica muito interessante. As cenas de ação ficam reservadas para as batalhas entre Mafty Erin e Gawman estão bem conseguidas e são fundamentais para quebrar um pouco a densidade da narrativa, que tem muitas referências aos filmes anteriores.
Como habitualmente, não vou colocar spoilers mas diria que Mobile Suit Gundam Hathaway é um filme necessário para quem é fã dos originais. Apesar de ser um projeto recente e ter um estilo de animação diferente, acaba por complementar a saga e é, na minha opinião, uma experiência agradável.
Hugo Cardoso
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