Mobile Suit Gundam Hathaway

O ano é de U.C.0105 e a narrativa arranca a bordo da Haunzen, que está a caminho da Terra, com inúmeros membros do Governo a bordo. Passaram doze anos desde os eventos de Char’s Adventure, e uma organização anti-federação denominada Mafty começa a ganhar tração junto da população. O seu líder é o misterioso Mafty Navue Erin, cuja aparência é desconhecida.

O primeiro acto apresenta as personagens principais, mais concretamente Hathaway Noa, filho de Bright Noa, o Capitão Kenneth Sleg e Gigi Andalucia. Vamos acompanhar a estranha relação desde triângulo, que está repleto de segredos e mistério. A identidade de Mafty Navue Erin é relevada no início do segundo acto, que incorpora várias cenas de ação e tenta justificar a posição defendida pela Federação, assim como a dos rebeldes.

Gosto particularmente da relação entre Gigi Andalucia e Hathaway, que combina sensualidade e desconfiança, conferindo uma dinâmica muito interessante. As cenas de ação ficam reservadas para as batalhas entre Mafty Erin e Gawman estão bem conseguidas e são fundamentais para quebrar um pouco a densidade da narrativa, que tem muitas referências aos filmes anteriores.

Como habitualmente, não vou colocar spoilers mas diria que Mobile Suit Gundam Hathaway é um filme necessário para quem é fã dos originais. Apesar de ser um projeto recente e ter um estilo de animação diferente, acaba por complementar a saga e é, na minha opinião, uma experiência agradável.

Mediano
68%

Mobile Suit Gundam: Char’s Counterattack

O ano é  UC 0093 e Char Aznable é o líder de Neo Zeon. O seu plano consiste em colocar o asteróide Fifth Luna em rota de colisão com a Terra. O Primeiro Ministro Adenaur Paraya e a sua filha conseguem escapar ao ataque e são resgatados pela Londo Bell, que está a cargo de Bright Noa, que conta uma vez mais com a ajuda de Amuro Ray.

O Nu Gundam utiliza a tecnologia psycho-frame, que amplifica os poderes “novotipo”, convertendo-se numa arma poderosa. Adicionalmente, o Comandante Bright reencontra o seu filho, Noah, que se encontrava a bordo da nave em que o Primeiro Ministro escapou.

Paralelamente, iniciam-se conversações de paz entre a Federação e Neo Zeon. As exigências são simples: o desarmamento da fação liderada por Char e em contrapartida, a cedência definitiva do asteróide Axis. No decorrer destas conversações, Amuro encontra Char, dando início a mais uma discussão acesa. Quess, um dos membros da Londo Bell, acaba por desertar, estando muito alinhada com a filosofia de Neo Zeon, algo que não cai bem junto de Noa Hathaway.

Ao longo do segundo acto, vamos ter informação adicional acerca do verdadeiro plano de Char, que não pretende obviamente um acordo de paz. Ficamos igualmente a saber que o asteróide Axis é parte integrante do plano de destruição da Humanidade. Segue-se uma missão de destruição ao asteróide, que culmina com uma batalha épica entre o Nu Gundam e Alpha Azieru, que resultará no desaparecimento de um elemento importante para esta narrativa.

Adicionalmente, temos uma nova batalha entre Amuro e Char, que termina numa demonstração épica de poder por parte do Nu Gundam, com o objetivo de salvar a Humanidade da destruição. O final é bastante emotivo e simboliza o fim de uma era em termos de Mobile Gundam.

Pessoalmente, entendo que este filme não é tão forte como os originais mas tem a vantagem de fechar o arco narrativo que envolve os “novotipo” e batalha entre a Federação e Neo Zeon.

Mediano
70%

Mobile Suit Gundam III

As forças de Zeon estão em processo de retirada, após uma série de derrotas na One Year War. O conceito de “novotipo” é um dos pontos principais da narrativa, explorando as capacidade únicas que são conferidas e a sua vantagem em termos de cenário de batalha.

Amuro é identificado como um dos humanos com essa capacidade, algo que será fundamental ao longo deste filme. A White Base tem a designação de 13th Autonomous Corps e a sua missão é dar suporte à frota terrestre e fazer parte da decisiva batalha contra a frota de Zeon.

Char Aznable vai ser, uma vez mais, o grande antagonista de Amuro, que vai conhecer Lalah Sune, uma jovem com conhecimento do potencial máximo associado a um “novotipo”. Sem colocar spoilers, existe uma relação in(esperada) com Zeon, que vai mudar radicalmente a atitude do nosso herói.

Como é habitual, vamos ter traições e novas fações a emergir no Principado de Zeon, que irão culminar com a derradeira batalha entre Amuro e Char. Como é evidente, não vou colocar spoilers mas o resultado final cria novas premissas para ambas as personagens.

Na minha opinião, este é o melhor dos três filmes, que consegue conciliar a ação com a narrativa, conseguindo manter a nossa atenção focada no destino de Amuro e da Federação Terrestre.

Mediano
74%