Billy Batson e a Shamazily estão de regresso para mais uma aventura, que ocorre dois anos após os eventos do filme original. Desta feita, os vilões são Hespera, Kalypso e Anthea, as filhas de Atlas, que pretendem recuperar o bastão do Feiticeiro e utilizar os seus poderes para dar vida ao seu antigo Reino.
A narrativa mantém o humor característico, intercalada com muita ação e a inevitável imaturidade dos jovens heróis, que se revelam incapazes de trabalhar em equipa. Aliás, a própria imprensa utiliza de forma pejorativa o termo The Philly Fiascos, numa clara referência à disfuncionalidade deste grupo de super-heróis.
De forma a humanizar e gerar empatia, David F. Sandberg concentra alguma atenção nas dores de crescimento dos jovens, mais especificamente o facto de estarem a atingir a maioridade, o que impossibilita a sua permanência com a família de adopção. O primeiro acto é, na minha opinião, o mais interessante deste projeto, que vai decaindo de qualidade com o avançar da (previsível) narrativa.
O CGI utilizado cumpre a função, mas a utilização de elementos sobrenaturais acrescentam pouco ao produto final. Adicionalmente, as vilãs estão longe de serem memoráveis, o que é sempre lamentável, sobretudo quando consideramos a qualidade do casting realizado (Helen Mirren, Lucy Liu, Rachel Zegler, etc). No entanto, parece-me justo frisar que a decisão de realizar novo reboot na DCU não ajudou em nada à promoção deste filme, que foi um fiasco em termos de receitas de bilheteira.
Pessoalmente, considero esta sequela inferior ao projeto original, mas se procuram um filme pipoca, que vos ocupe durante duas horas, esta pode ser uma escolha acertada. Para terminar, quero apenas salientar que temos um cameo relevante e que existem duas cenas pós créditos, que lamentavelmente não terão qualquer seguimento.
Hugo Cardoso
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