A adaptação de Shazam despertou a minha curiosidade, pelo facto de ser um super-herói menos conhecido do grande público mas que tem uma excelente história de origem. Confesso que as primeiras imagens não me convenceram, embora tenha gostado do trailer, o que me deixou algo relutante para a minha ida ao cinema.
O primeiro acto está muito bem conseguido, transmitindo as motivações do Dr Sivana, assim como de Billy Batson, um órfão que anseia por encontrar a sua mãe. Há momentos francamente cómicos, aliados a cenas mais sérias, permitindo à narrativa fluir de forma natural e que garante entretenimento de qualidade.
A segunda parte de Shazam! leva-nos à fase de descoberta dos poderes de Batson, que conta com a preciosa ajuda de Freddy Freeman, o seu mais recente “irmão”. Temos igualmente a interação com a família de acolhimento, que coloca os seus desafios e lições de vida ao herói, que tenta compreender como “utilizar o coração para desbloquear todo o seu potencial”.
As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o vilão, interpretado por Mark Strong, é um excelente complemento, algo que tem falhado na grande maioria dos filmes da DC. Como habitualmente, não vou colocar spoilers mas o terceiro acto é o mais consistente, dando um fim adequado a este primeiro capítulo, com Billy a conseguir finalmente perceber o seu potencial e a aprender uma valiosa lição.
Sem deslumbrar, Shazam! é uma boa adição ao universo da DC, com um bom casting e uma excelente narrativa em termos de origens. Recomendo que no final não percam as duas cenas pós-créditos, que enquadram Black Adam, que contará com Dwayne Johnson no papel principal.
Hugo Cardoso
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